sábado, 9 de fevereiro de 2013

Depois do inverno holandês, o canadense!


Pois é! Outro dia postei fotos enviadas por minha amiga Alexia, que mostravam o inverno na Holanda. Hoje coloco uma foto tirada pela minha nora, que nos mostra como estava ontem, na cidade em que eles moram, no Canadá, próxima a Toronto. Não é maravilhoso?





MAG não quer ver o Brasil de joelhos

Li hoje esta matéria no blog DoLaDoDeLa. Sinceridade, eu não sabia que Marco Aurélio Garcia estava hospitalizado ou com algum problema de saúde. E fico sabendo da pior maneira possível, a partir das críticas que Leandro Fortes faz à Folha de São Paulo pela maneira patética com que ela tratou o episódio. 
É por essas e por outras que não compro mais jornais nem assisto aos jornais televisivos. 
Conheci Marco Aurélio Garcia em 1985, no Congresso da Anpuh realizado em Curitiba. Ele e Michael Hall deram um curso sobre o Movimento Operário na América Latina que tive a sorte de fazer. Tudo o que eu queria saber sobre o assunto que nunca fora alvo de programas da universidade fiquei sabendo naquela semana.


por Leandro Fortes

Toda essa movimentação de corvos e abutres em torno da saúde de Marco Aurélio Garcia, inclusive a denúncia (!) da Folha de S.Paulo dando conta de que ele foi operado com recursos dos SUS, esconde um recalque dolorido em relação ao assessor internacional da Presidência da República. 

Garcia, chamado de MAG pelos amigos (dele, eu não o conheço), é um dos principais articuladores do Foro de São Paulo, o movimento contra-hegemônico das esquerdas latinoamericanas à política de submissão da região aos interesses dos Estados Unidos e das corporações capitalistas do Velho Mundo. 

Nos anos 1990, foi a iniciativa de Marco Aurélio Garcia que alimentou nosso sentimento de soberania e autodeterminação quando tudo o mais era ditado pelo Consenso de Washington e pelo FMI, cartilhas às quais o governo brasileiro, da ditadura militar aos anos FHC, seguiu como um cordeirinho adestrado. 


Eleito Luiz Inácio Lula da Silva, coube a Garcia, ao lado dos embaixadores Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães, reorientar a diplomacia brasileira de modo a tirar o Brasil, uma imensa nação potencialmente rica e poderosa, de sua condição subalterna e levá-lá a um protagonismo inédito e, de certa forma, pertubador dentro da ordem mundial.

Ao fazer isso, Garcia fez o mundo lembrar o ponto de degradação a que tínhamos chegado: em 2002, o embaixador Celso Lafer, ministro das Relações Exteriores, chanceler do Brasil no segundo governo FHC, foi obrigado a tirar os sapatos no aeroporto de Miami, por ordem de um zelador da alfândega dos EUA.

Ao invés de dar meia volta e fazer uma reclamação formal à Casa Branca, Lafer botou o pezinho para fora e o rabo entre as pernas. Foi o auge da política dos pés deslcaços e da diplomacia de joelhos.

Então, essas pessoas que, hoje, sem um argumento melhor, ficam pateticamente perguntando se Marco Aurélio Garcia ao menos entrou na fila do SUS, estão, na verdade, naquela empreitada envergonhada, pessoal e impublicável dos que torciam secretamente pelo avanço dos tumores que um dia atormentaram a vida e o futuro político de Lula e Dilma Rousseff.

Sem voto, sem popularidade e despidos de humanidade, jogam todas as fichas no câncer - ou na fraqueza do coração - alheio.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O mundo sob tortura

Vejo hoje, no site da Agência Carta Maior, matéria que nos mostra como a tortura continua sendo praticada no mundo, e muito especialmente, pelas agências norte-americanas. É incrível como um país que apregoa estar levando a democracia ao mundo continue com essas práticas infamantes. Mas ai está, e o relatório não foi produzido por nenhum comunista, como alguem pode, apressadamente, julgar.


54 países, tortura & CIA ilimitada

Relatório da Open Society Foundations, ligada ao arquimilionário George Soros, traz 216 páginas em que se reúnem casos de 136 “cidadãos do mundo” sequestrados a mando da CIA norte-americana, em diferentes países, levados para diferentes países, neles eventualmente torturados, alguns terminando a trajetória na infame Guantánamo. Para isso, 54 governos colaboraram com a CIA e os EUA. O artigo é de Flávio Aguiar, de Berlim, para a Carta Maior


Berlim - O relatório, divulgado esta semana, é devastador. São 216 páginas reunindo os casos de 136 “cidadãos do mundo” sequestrados a mando da CIA norte-americana, em diferentes países, levados para diferentes países, neles eventualmente torturados, alguns terminando a trajetória na infame Guantánamo, ainda não fechada. São 54 países nomeados, que colaboraram com a CIA e os EUA neste trajeto hediondo de crimes contra a humanidade e contra as normas dos direitos nacionais e do direito internacional. O relatório pode ser encontrado aqui:

http://www.opensocietyfoundations.org/reports/globalizing-torture-cia-secret-detention-and-extraordinary-rendition

Em tempo: a Open Society Foundations é uma rede de fundações de direito privado, fundada pelo arquimilionário George Soros. Sei que diante disso muitos torcerão o nariz – mas antes que virem o rosto para o outro lado, prestem atenção nas informações.

Muitas delas já circulavam na mídia e na internet. Mas é a primeira vez que aparecem em conjunto e sistematizadas dessa forma. Seu nome é “Open Society Justice Initiative – Globalizing Torture”, e sua operação conceitual é demonstrar que a luta antiterrorista, baseada na tortura e na violação do conceito mesmo de direito, iniciada pelom governo Bush é inócua, a não ser do ponto de vista de corroer instituições governamentais e a credibilidade dos Estados Unidos por onde passe.

O relatório abre com uma citação do então vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Chaney, feita em 2001:

“We also have to work, through, sort of the dark side, if you will.
We’ve got to spend time in the shadows in the intelligence world.
A lot of what needs to be done here will have to be done quietly, without any
discussion, using sources and methods that are available to our intelligence
agencies, if we’re going to be successful. That’s the world these folks operate
in, and so it’s going to be vital for us to use any means at
our disposal, basically, to achieve our objective.”
U .S. Vice President Dick Cheney, September 16, 2001.

Ou seja:

“Nós também temos de trabalhar através, digamos, desse lado trevoso, se vocês quiserem. Nós temos de passar algum tempo nas trevas do mundo dos serviços de inteligência. Muito do que deverá ser feito aqui deverá ser feito em silêncio, sem muita discussão, utilizando fontes e métodos que estão disponíveis para nossas agências de inteligência, se nós quisermos ter sucesso. Este é o mundo em que essa gente opera, e assim será vital para nós o uso de quaisquer meios ao nosso alcance para atingirmos nosso objetivo”.

Chaney está abrindo as portas – legalmente, porque antes elas já estavam abertas – do inferno, não para que as almas de lá saiam, como fez Cristo na História Sagrada, mas para que lá os suspeitos e acusados entrem, o inferno dos sequestros, das torturas clandestinas, novamente, como no tempo do nazismo, da “barbárie” descoberta no coração da “civilização”. Com base em documentos, o relatório afirma que 54 países colaboraram, de uma ou outra maneira, com as operações decorrentes, seja permitindo os sequestros, os executando, sendo cúmplices neles, permitndo o tráfego (tráfico?) oculto das vítimas, mantendo prisões clandestinas, praticando torturas, ou as estimulando através de auxílio nos interrogatórios:

Afeganistão, África do Sul, Albania, Argélia, Austrália, Áustria,
Alemanha, Arábia Saudita, Azerbaijão, Belgica, Bosnia-Herzegovina, Canadá, Croacia, Chipre, República Tcheca, Dinamarca, Djibouti, Egito, Emirados Árabes, Espanha, Etiópia, Finlândia, Gâmbia, Georgia, Grécia, Hong Kong, Islândia, Indonésia, Irã, Irlanda, Itália, Jordânia, Kenya, Libia, Lituania, Macedonia, Malawi, Malasia, Mauritânia, Marrocos, Paquistão, Polônia, Portugal, Reino Unido, Romênia, Somália, Sri Lanka, Suécia, Síria, Tailândia, Turquia, Uzbequistão, Yemen, Zimbábue.

Algumas (várias) observações:

1) A esmagadora maioria das operações se refere ao governo de George Bush Filho.

2) Em muitos desses países os governos que colaboraram com a política dos EUA/CIA foram substituídos por outros.

3) Causa espanto ver alguns dos países listados. Por exemplo: a Líbia listada era a de Muammar Ghadaffi, depois deposto e assassinado – melhor, linchado, com a cooperação pró-ativa do Ocidente. A Síria listada é a Síria de Bashar al-Assad, hoje hostilizado por esse mesmo Ocidente e com o governo (não sei se a cabeça) posto a prêmio em nível internacional.

4) Que faz o Irã nesse meio?

5) Não há (felizmente) nenhum país latino-americano listado, nem mesmo aqueles que mais se alinhavam ou se alinham com a política norte-americana, como México, Colômbia, Chile, Peru.

6) O relatório critica o governo de Barack Obama por ter se limitado a exigir, por via diplomática, garantias de que os centros de tortura e prisão não estariam mais sendo utilizados. Diz o relatório que seria necessária uma atitude mais vigorosa, investigando se essas práticas deixaram de fato de acontecer e os centros foram fechados. Mas como, até agora, os EUA sequer fecharam Guantánamo, talvez seja demais pedir tanto...

7) O relatório aponta suspeitas de que a CIA (coibida por uma proibição do governo atual), ainda que diminuindo o ritmo de tais práticas, tornando-as ocasionais, continue a exercê-las secretamente na Somália, no Afeganistão e até a bordo de navios da Marinha Norte-Americana.

8) O relatório assinala alguns (poucos) pontos positivos. A) A Itália foi até agora o único país a condenar agentes por tais práticas. B) O Canadá foi o único país a pedir desculpas oficialmente a um detido nestas circunstâncias, no caso, Maher Arar. C) O Canadá, a Suécia, a Austrália e o Reino Unido foram os únicos países a dar compensações às vítimas, ainda que nos dois últimos casos mediante desistência de ações legais por parte delas. O relatório destaca o papel negativo do Judiciário norte-americano, dispensando o exame de casos que “poderiam prejudicar a segurança nacional”, e o papel positivo da Corte Européia de Direitos Humanos, que vem aceitando o exame de casos apresentados pelas vítimas.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Photo-poema

“É quase impossível apreciar um pôr-do-sol sem sonhar.” 
(Michel Quoist)




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Estamos criando um exército de asnos?

Recebi hoje este artigo - quase desabafo - do Régis Tadeu. Não consta do email o local onde foi publicado, mas foi publicado em algum site ou blog.


Por Regis Tadeu

Até que demorou a acontecer…
Já faz muito tempo que venho tendo uma postura absolutamente intolerante com todas as pessoas – incluindo meus fiéis leitores aqui do blog e de minhas redes sociais – que escrevem errado. Não, não me refiro a pessoas que cometem um ou outro erro de digitação, e sim a todos aqueles que escrevem errado por problemas de alfabetização. Faço questão de corrigir todo mundo, muitas vezes de modo sarcástico, justamente para que estas pessoas não venham a ser prejudicadas no futuro, seja em suas carreiras profissionais ou em seus respectivos cotidianos domésticos.

E é justamente o que está acontecendo agora…
Uma imensa parcela dos estudantes que foram muito mal na prova de Redação do último Enem está exigindo uma revisão de seus textos. Até aí, nada contra. Acho que o estudante tem todo o direito de saber onde errou. Há uma série de petições espalhadas pela internet colhendo assinaturas para que seja feita uma representação ao Ministério Público Federal. Se não me engano, uma estudante carioca conseguiu na Justiça o direito de ver a sua redação corrigida. O problema é que esta turma não se conforma – ou não quer acreditar – que tenha ido mal e quer que as notas sejam modificadas. Aí não, né?

Segundo dados do próprio Exame Nacional de Ensino Médio, foram avaliadas mais de quatro milhões de redações no exame de 2012. Deste montante, acredite se quiser, cerca de 75 mil foram entregues em branco! Em branco!!!! Ou seja, o aluno sequer tentou escrever algo a respeito do tema proposto – no caso, “A imigração para o Brasil no século 21” – ou, pior, sequer teve noção daquilo que foi pedido. Uma catástrofe total!

Só que as notícias ruins não param por aqui. Além das redações “em branco”, cerca de 72 mil foram anuladas por não obedecerem aos requisitos pré-estabelecidos, como o de escrever sete linhas de texto – sim, míseras SETE linhas!

Volto a escrever que não há qualquer problema em um aluno saber quais os erros que cometeu. Isto é justo. Só que a questão reside em um ponto muito mais delicado, espinhoso e, por isto mesmo, necessário de apertar: estamos criando uma geração inteira de analfabetos funcionais, que até sabem ler, mas não compreendem o significado das palavras, não consegue interpretar um texto e muito menos elaborar um pensamento coerente em forma de sentenças.

Infelizmente, a juventude brasileira é o retrato fiel do descaso com que a Educação vem sendo tratada ao longo dos anos em nosso País. Ninguém sabe nada. Ninguém consegue interpretar fatos, coletar informações, compreender as circunstâncias, selecionar ideias e oferecer um argumento plausível que venha a sustentar uma opinião. Ninguém consegue sequer pensar por si mesmo…

Sempre que corrijo os erros de meus leitores, a maioria vem com a seguinte desculpa esfarrapada: “não preciso escrever certo (sic) na internet; quando precisar, escrevo certo; aqui é lugar de escrever fácil (sic)”. Pois, toda vez que retruquei dizendo que se você se acostuma a escrever errado, vai continuar fazendo isto em sua vida justamente pelo hábito de cometer estes erros constantemente, fui recebido com grosserias e desprezo. Agora, por ocasião das redações do Enem, as pessoas estão percebendo como o buraco é mais embaixo…

E não pense que estou botando toda a culpa por esta situação nas imbecilidades que as pessoas cometem nos “facebooks” e “twitters” da vida. Infelizmente, tantos as escolas e faculdades quanto o mercado de trabalho em geral preferem ter em suas fileiras gente burrinha e obediente, que não tenha autonomia de pensamento, que saiba apenas decorar aquilo que lhe imposto, sem questionamentos. Com isto, a última coisa que alguém consegue é desenvolver a sua capacidade de raciocínio.

Pense nisto na hora de deixar o seu filho escrever e ler o que bem entender por aí…

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cavalos Frísios


Vejam a beleza destes cavalos FRÍSIOS.

A espécie foi quase extinta na segunda guerra mundial pelo seu uso extensivo na guerra.

Restaram 5 garanhões e algumas fêmeas no mundo para garantir a espécie…

São originais dos países baixos e é uma espécie muito dócil.


ASSISTA AQUI

http://www.youtube.com/watch_popup?v=Y5XJbSqwriM


(Obrigado ao José Costa por ter me enviado esta maravilha)


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Carnaval é época de alegria


Manchete do jornal Pampulha da semana que acaba:

"Se cuidem, Rio, Salvador e Olinda"

o que vinha depois: as três cidades precisam se cuidar porque o carnaval de rua de Belo Horizonte está quentíssimo!


Com razão, carnaval é época de alegria.
Morri de rir!