segunda-feira, 11 de maio de 2015
Exposição II Guerra Mundial - imperdível!
A partir de 06 de maio, o Boulevard Shopping BH abriu para o público a exposição que celebra os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. A mostra inédita em shoppings centers reune um dos maiores acervos do país – entre eles dez carros militares – que conta a história dos soldados brasileiros que combateram durante a guerra. Na oportunidade, os visitantes farão um percurso pelo shopping para conhecer um pouco mais da história destes 25 mil brasileiros que lutaram contra o Nazismo e o Fascismo em 1944. A exposição ficará aberta à visitação gratuita até o dia 24 de maio nos corredores do mall.
sábado, 9 de maio de 2015
Não é difícil entender por que João Doria Jr. vai ‘chefiar’ a seleção brasileira na Copa América
Por Rodrigo Borges
Uma vez perguntei a um amigo, sempre pessimista com o futuro do Brasil e incrédulo com a classe política, quem para ele havia sido o pior presidente da história do Brasil. “O próximo”, respondeu. Era a sentença de alguém que acreditava que o futuro seria sempre pior que o presente.
A CBF é o modelo deste mundo descrito pelo amigo pessimista. Qualquer um que tenha chamado aquele 7 a 1 de fundo do poço cometeu um equívoco grave. Passaram-se exatos 10 meses da goleada para a Alemanha e nada mudou para melhor.
O alívio e alegria pela renúncia de Ricardo Teixeira da presidência da confederação, em março de 2012, deram lugar rapidamente à desilusão e falta de esperança. A saída do homem que virou dono do futebol brasileiro permitiu a ressurreição da figura de José Maria Marin. E a ascensão de Marin levou à eleição de seu amigo Marco Polo Del Nero.
Foi este Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, quem escolheu João Doria Jr. para chefiar a delegação brasileira na Copa América. Um cargo que de tão figurativo nem permite que seu dono seja chamado de “rainha da Inglaterra”. Mas não é o poder (ou a falta dele) que Doria Jr. terá que se discute e se ironiza. É o que ela simboliza.
Empresário influente e jornalista, João Doria Jr., 57 anos, não tem significado para o futebol – ele diz ser santista e afirma que estava no Vasco x Santos em que Pelé marcou seu milésimo gol. Sua imagem é mais conhecida por apresentar um programa em que entrevista empresários e artistas – normalmente com visões ideológicas semelhantes às dele. Previsivelmente, seus entrevistados não são “apertados”, a atração é uma confraternização. Também apresentou uma temporada do reality show O Aprendiz. Em 2006, Doria, gestor de uma praça no bairro Jardim Europa, em São Paulo, substituiu uma estátua do histórico jornalista Cláudio Abramo por uma obra feita por sua mulher.
A escolha, de tão bizarra, foi criticada abertamente por Galvão Bueno em seu Bem, Amigos, um programa de conhecida camaradagem. “Juro que não consigo entender. Fiquei tonto com a história, acho um convite sem pé nem cabeça”, disse o narrador.
Del Nero justificou a escolha como uma medida na direção de maior transparência da CBF. Afinal, Doria Jr. é um jornalista. “Trouxemos um jornalista que gosta de futebol. Eu poderia ter escolhido você, qual é o problema? Ele gosta de futebol”, disse o presidente ao jornalista que questionou a escolha na entrevista depois do anúncio dos convocados para a Copa América.
Mas a escolha tem uma razão não declarada. Doria Jr. lidera o Lide, maior organização empresarial do país. A CBF, que em 2014 teve receita de R$ 519,1 milhões (19% de aumento em relação a 2013), atrai junto com seu chefe de delegação outros tantos empresários com bolsos cheios e que, possivelmente, contarão com a boa vontade e indicações de seu líder para fechar negócios com a confederação. Ao mesmo tempo, clubes, grandes, médios e pequenos, atrasam salários e passam por dificuldades, seguem endividados e sobrevivem com empréstimos e adiantamento de cotas de TV.
A CBF age como um vampiro que engorda e tem vasto estoque de sangue em seus cofres. E gerencia um futebol anêmico que sofre para manter as pernas retas dentro de campo. Ainda chegará o dia em que sentiremos saudade de Ricardo Teixeira.
(fonte: http://esportefino.cartacapital.com.br/joao-doria-jr-chefe-delegacao-copa-america/)
Uma vez perguntei a um amigo, sempre pessimista com o futuro do Brasil e incrédulo com a classe política, quem para ele havia sido o pior presidente da história do Brasil. “O próximo”, respondeu. Era a sentença de alguém que acreditava que o futuro seria sempre pior que o presente.
A CBF é o modelo deste mundo descrito pelo amigo pessimista. Qualquer um que tenha chamado aquele 7 a 1 de fundo do poço cometeu um equívoco grave. Passaram-se exatos 10 meses da goleada para a Alemanha e nada mudou para melhor.
O alívio e alegria pela renúncia de Ricardo Teixeira da presidência da confederação, em março de 2012, deram lugar rapidamente à desilusão e falta de esperança. A saída do homem que virou dono do futebol brasileiro permitiu a ressurreição da figura de José Maria Marin. E a ascensão de Marin levou à eleição de seu amigo Marco Polo Del Nero.
Foi este Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, quem escolheu João Doria Jr. para chefiar a delegação brasileira na Copa América. Um cargo que de tão figurativo nem permite que seu dono seja chamado de “rainha da Inglaterra”. Mas não é o poder (ou a falta dele) que Doria Jr. terá que se discute e se ironiza. É o que ela simboliza.
Empresário influente e jornalista, João Doria Jr., 57 anos, não tem significado para o futebol – ele diz ser santista e afirma que estava no Vasco x Santos em que Pelé marcou seu milésimo gol. Sua imagem é mais conhecida por apresentar um programa em que entrevista empresários e artistas – normalmente com visões ideológicas semelhantes às dele. Previsivelmente, seus entrevistados não são “apertados”, a atração é uma confraternização. Também apresentou uma temporada do reality show O Aprendiz. Em 2006, Doria, gestor de uma praça no bairro Jardim Europa, em São Paulo, substituiu uma estátua do histórico jornalista Cláudio Abramo por uma obra feita por sua mulher.
A escolha, de tão bizarra, foi criticada abertamente por Galvão Bueno em seu Bem, Amigos, um programa de conhecida camaradagem. “Juro que não consigo entender. Fiquei tonto com a história, acho um convite sem pé nem cabeça”, disse o narrador.
Del Nero justificou a escolha como uma medida na direção de maior transparência da CBF. Afinal, Doria Jr. é um jornalista. “Trouxemos um jornalista que gosta de futebol. Eu poderia ter escolhido você, qual é o problema? Ele gosta de futebol”, disse o presidente ao jornalista que questionou a escolha na entrevista depois do anúncio dos convocados para a Copa América.
Mas a escolha tem uma razão não declarada. Doria Jr. lidera o Lide, maior organização empresarial do país. A CBF, que em 2014 teve receita de R$ 519,1 milhões (19% de aumento em relação a 2013), atrai junto com seu chefe de delegação outros tantos empresários com bolsos cheios e que, possivelmente, contarão com a boa vontade e indicações de seu líder para fechar negócios com a confederação. Ao mesmo tempo, clubes, grandes, médios e pequenos, atrasam salários e passam por dificuldades, seguem endividados e sobrevivem com empréstimos e adiantamento de cotas de TV.
A CBF age como um vampiro que engorda e tem vasto estoque de sangue em seus cofres. E gerencia um futebol anêmico que sofre para manter as pernas retas dentro de campo. Ainda chegará o dia em que sentiremos saudade de Ricardo Teixeira.
(fonte: http://esportefino.cartacapital.com.br/joao-doria-jr-chefe-delegacao-copa-america/)
Site G1, da Globo, desmente O Globo
O site de notícias G1, das Organizações Globo, ouviu Andrés Danza, um dos autores do livro “Una oveja negra al poder”, sobre o ex-presidente do Uruguai, José Mujica. O autor desmentiu qualquer tipo de “confissão” sobre o mensalão e portanto negou a manchete publicada hoje por O Globo.
O autor foi perguntado sobre matéria do e respondeu que Lula e Mujica não estavam conversando sobre o mensalão quando Lula se referiu a conviver com chantagens como “a única forma de governar o Brasil”.
Reproduzimos abaixo o trecho em que o autor do livro nega expressamente que a frase de Lula fosse uma referência ao mensalão (link aqui: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/05/lula-diz-que-teve-de-lidar-com-coisas-imorais-relatam-uruguaios-em-livro.html):
“Questionado se Lula se referia especificamente ao mensalão ou a ‘coisas imorais" ao falar sobre ‘a única forma de governar o Brasil’, um dos autores do livro respondeu por e-mail ao G1: ‘Não, Lula estava falando sobre as 'coisas imorais' e não sobre o mensalão. O que Lula transmitiu ao Mujica foi que é dificil governar o Brasil sem conviver com chantagens e 'coisas imorais’, escreveu Andrés Danza.”
Lamentamos que uma vez mais a imprensa brasileira se utilize de imprecisões para gerar interpretações equivocadas e divulgar mentiras.
(fonte: http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/05/site-g1-da-globo-desmente-o-globo.html#more)
Palestra de 60 mil reais de Joaquim Barbosa é paga com dinheiro público
Da época:
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa recebeu R$ 60 mil por uma palestra de uma hora que proferiu no dia 13 de abril na cidade de Itajaí, Santa Catarina, cujo tema foi Ética e a administração.
Quem arcou com as despesas – incluindo passagens, segurança e hospedagem – foi a Câmara de Vereadores do município, que delegou a contratação de Barbosa a terceiros. Para aceitar o convite, Barbosa impôs condições em contrato.
Entre elas sigilo do valor cobrado pela palestra e a liberdade de deixar de responder a perguntas consideradas “inadequadas”. “O patrimonialismo faz parte do nosso DNA”, discursou Barbosa.
Ligeiros comentários meus:
Por que sigilo do valor cobrado?
Por que deixar de responder a perguntas "inadequadas"? O que seria "inadequado" perguntar?
Qual a relação entre a frase do discurso com a atitude dele?
Grande Joaquim Barbosa!!! Vai pra Miami, cara!
sexta-feira, 8 de maio de 2015
A mão que segura a bengala
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:
Os jornais concentraram o noticiário e seus comentários nesse aspecto, digamos, mais prosaico, da questão. Mas a nota no Globo informa que o presidente do Senado, Renan Calheiros, pretende regulamentar a nova legislação, exigindo que os atuais ministros sejam submetidos a uma sabatina adicional, com a justificativa de que os cinco anos a mais que serão obrigados a cumprir representam um novo mandato. Essa manobra transferiria para o Senado, na prática, a atribuição que é da Presidência da República, segundo a Constituição.
Se a norma for consagrada, basta que Renan Calheiros articule com seus aliados para que um ou outro ministro seja considerado inapto para seguir no cargo, e estará criada a condição para nomeações que lhes sejam mais convenientes, pois seguirá com os senadores a palavra final sobre eventuais substitutos. Como se sabe, o presidente do Senado, bem como o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, estão na mira da Operação Lava-Jato, e muito provavelmente serão levados a julgamento no Supremo Tribunal Federal num futuro próximo.
Interpretando as cinco linhas da nota no contexto político que mostra os dois líderes do Parlamento alimentando uma crise para fugir do confronto com a Justiça, fica clara a possibilidade de que a emenda à Constituição tenha sido levada apressadamente à votação com esse propósito muito particular, e não como parte da disputa que a imprensa insufla diariamente em suas manchetes. Temos, então, a curiosa situação em que a pregação moralista da mídia ajuda a realizar uma manobra destinada a assegurar a impunidade de políticos citados no escândalo da Petrobras.
Interesses pessoais
Há outras considerações a serem feitas, que parecem não passar pelas cabeças coroadas da mídia tradicional. Uma delas é a insegurança jurídica provocada por uma mudança apressada num dos pontos centrais da Constituição, que se refere ao funcionamento do sistema judiciário. Contraditoriamente, uma das queixas mais comuns de articulistas dos jornais, quando fazem reparos ao ambiente de negócios no Brasil, diz respeito à dificuldade de investidores para superar a burocracia e seguir as constantes mudanças de normas legais.
Quando o Senado produz uma mudança casuística que vai provocar um forte impacto no Judiciário, a imprensa se limita a alardear a suposta derrota política da presidente da República. Como se sabe, a PEC da Bengala será inevitavelmente estendida para toda a linhagem do sistema, o que irá retardar a renovação dos tribunais, de alto a baixo, a partir do STF, mantendo em atividade por mais meia década uma geração de magistrados cuja produtividade é contestada diariamente. A substituição natural de muitos juízes que nunca se adaptaram ao computador, por uma geração mais afeita às novas tecnologias, ajudaria a melhorar o fluxo dos processos.
Também é curioso observar que a proposta de extensão da aposentadoria compulsória de ministros do Supremo foi elaborada em 2003 pelo então senador Pedro Simon (PMDB-RS), como registra a Folha de S. Paulo. Sua intenção era corrigir uma injustiça contra seu correligionário Paulo Brossard – recentemente falecido -, que não pôde assumir a presidência do STF porque completou 70 anos um mês antes de ser eleito. Em 2015, as boas intenções de Simon produzem um resultado que ele não esperava.
Alguns comentaristas observam que a mudança pode ser obstruída pelo próprio Supremo Tribunal Federal, fazendo com que os efeitos da nova regra sejam válidos apenas para futuros ministros. Acontece que, com mais cinco anos para a aposentadoria, praticamente todos os atuais ministros terão a chance de vir a presidir o STF, conforme lembra O Estado de S. Paulo. Esse pequeno detalhe pode definir, pelos interesses individuais, uma questão de alta complexidade no campo institucional.
A filha da rainha e a refugiada africana
por Altamiro Borges
Durante várias semanas, a mídia colonizada fez o maior suspense sobre o nome da segunda filha do príncipe William e sua mulher, Kate Middleton, nascida no sábado (2). Na terça-feira, os herdeiros do trono da Inglaterra registraram formalmente a criança: Charlotte Elizabeth Diana - a quarta na linha da sucessão britânica. A TV Globo, com o seu complexo de vira-lata, deu longos minutos ao anúncio real. Contra esta bajulação servil, que contagia muitos telespectadores embasbacados, vale ler e reler a magistral coluna do escritor Luis Fernando Verissimo, publicada nesta quinta-feira:
Dois destinos
Luis Fernando Verissimo
Você nasceu num vilarejo da África Equatorial. Não importa o seu nome, você é uma entre milhares. Além das outras desgraças que a esperavam, você nasceu mulher. Sobreviver ao parto já foi uma vitória sobre as estatísticas. Chegar viva à sua idade sem sofrer qualquer tipo de mutilação foi um milagre. Sua mãe morreu de uma epidemia, você mal a conheceu. Seu pai você nunca soube quem foi. E seu destino está fixado nas estrelas. Deve haver uma palavra na sua língua para “destino”. Talvez seja a mesma palavra para “danação”. Sua biografia já foi decidida, antes de você nascer. Quem a decidiu você também nunca soube quem foi.
Seu destino está fixado nas estrelas – mas as estrelas se movem. Não estão fixadas no mesmo lugar todas as noites. E algumas fogem. Você vê os riscos que deixam no céu as estrelas que fogem. E você decide fugir também. Fugir do seu destino. Fugir da danação. É pouco provável que exista o termo “livre-arbítrio” na sua língua. Você o descobre em você. Você inventa sua própria liberdade.
E você foge da sua biografia. Com outros do seu vilarejo, caminha para o norte, para o Mediterrâneo. Não morre no caminho – outro milagre! Não morre sufocada no barco abarrotado de fugitivos que atravessa o Mediterrâneo. Não morre afogada antes de chegar ao seu outro destino, o destino que você escolheu. E começar outra biografia.
Ou:
Você nasce numa cidade chamada Londres. Seu nome não só importa como é sujeito de uma especulação nacional, até ser escolhido. Sua mãe é linda, seu pai é rico e tem emprego garantido, sua foto provoca êxtases, você já é uma celebridade internacional. Ah, e um detalhe: você é a quarta na linha de sucessão ao trono da Inglaterra. Dependendo da disposição das estrelas, pode acabar rainha. Nada lhe faltará.
Mas mesmo que queira, jamais poderá fugir da biografia que prepararam para você. Danação.
(fonte: http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/05/a-filha-da-rainha-e-refugiada-africana.html)
Durante várias semanas, a mídia colonizada fez o maior suspense sobre o nome da segunda filha do príncipe William e sua mulher, Kate Middleton, nascida no sábado (2). Na terça-feira, os herdeiros do trono da Inglaterra registraram formalmente a criança: Charlotte Elizabeth Diana - a quarta na linha da sucessão britânica. A TV Globo, com o seu complexo de vira-lata, deu longos minutos ao anúncio real. Contra esta bajulação servil, que contagia muitos telespectadores embasbacados, vale ler e reler a magistral coluna do escritor Luis Fernando Verissimo, publicada nesta quinta-feira:
Dois destinos
Luis Fernando Verissimo
Você nasceu num vilarejo da África Equatorial. Não importa o seu nome, você é uma entre milhares. Além das outras desgraças que a esperavam, você nasceu mulher. Sobreviver ao parto já foi uma vitória sobre as estatísticas. Chegar viva à sua idade sem sofrer qualquer tipo de mutilação foi um milagre. Sua mãe morreu de uma epidemia, você mal a conheceu. Seu pai você nunca soube quem foi. E seu destino está fixado nas estrelas. Deve haver uma palavra na sua língua para “destino”. Talvez seja a mesma palavra para “danação”. Sua biografia já foi decidida, antes de você nascer. Quem a decidiu você também nunca soube quem foi.
Seu destino está fixado nas estrelas – mas as estrelas se movem. Não estão fixadas no mesmo lugar todas as noites. E algumas fogem. Você vê os riscos que deixam no céu as estrelas que fogem. E você decide fugir também. Fugir do seu destino. Fugir da danação. É pouco provável que exista o termo “livre-arbítrio” na sua língua. Você o descobre em você. Você inventa sua própria liberdade.
E você foge da sua biografia. Com outros do seu vilarejo, caminha para o norte, para o Mediterrâneo. Não morre no caminho – outro milagre! Não morre sufocada no barco abarrotado de fugitivos que atravessa o Mediterrâneo. Não morre afogada antes de chegar ao seu outro destino, o destino que você escolheu. E começar outra biografia.
Ou:
Você nasce numa cidade chamada Londres. Seu nome não só importa como é sujeito de uma especulação nacional, até ser escolhido. Sua mãe é linda, seu pai é rico e tem emprego garantido, sua foto provoca êxtases, você já é uma celebridade internacional. Ah, e um detalhe: você é a quarta na linha de sucessão ao trono da Inglaterra. Dependendo da disposição das estrelas, pode acabar rainha. Nada lhe faltará.
Mas mesmo que queira, jamais poderá fugir da biografia que prepararam para você. Danação.
(fonte: http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/05/a-filha-da-rainha-e-refugiada-africana.html)
Operação Zelotes: abafa começou. Como evitar?
Mídia e Judiciário engavetam aos poucos maior fraude fiscal da
história, envolvendo grandes bancos e maior afiliada da Globo. Alguns
deputados resistem
Por Marco Weissheimer, no Sul21
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), relator da subcomissão da Câmara dos Deputados que acompanha as investigações da Operação Zelotes, está cogitando a possibilidade de solicitar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que acompanhe os desdobramentos do caso para evitar uma “operação abafa” sobre a operação que envolve grandes empresas nacionais e multinacionais. Pimenta reuniu-se nesta terça-feira, em Brasília, com o Procurador da República Frederico Paiva, que lidera a equipe que atua no caso. Nesta quarta-feira (29), o deputado apresentará o plano de trabalho da subcomissão e terá uma reunião com o delegado Marlon Cajado, da Polícia Federal. Pimenta adiantou que vai propor também uma reunião entre Paiva e os deputados que compõem a subcomissão.
Com o passar dos dias, a Operação Zelotes foi sumindo da mídia, após envolver valores superiores ao da Lava Jato. Também ao contrário do que ocorreu com a Lava Jato, no caso da Zelotes o Ministério Público Federal pediu a prisão preventiva de 26 investigados, mas todos os pedidos foram negados pelo Poder Judiciário. Daí a ideia de pedir ao Conselho Nacional de Justiça para que acompanhe o caso. “A sociedade não aceitará uma operação abafa sobre a Zelotes”, disse Paulo Pimenta.
O deputado criticou a cobertura da mídia sobre o maior esquema de sonegação fiscal do país. “Curiosamente, a Zelotes não é noticia, e a chamada grande mídia não demonstra nenhum interesse em ter acesso ao processo, em cobrar providências. Como explicar à sociedade brasileira que um esquema que causou um prejuízo aos cofres públicos de R$ 19 bilhões não seja de interesse público”, questionou.
A Operação Zelotes foi desencadeada no dia 28 de março por diversos órgãos federais para desbaratar um esquema de fraudes tributárias envolvendo grandes empresas brasileiras e multinacionais. As investigações foram conduzidas por uma força-tarefa formada pela Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público Federal e Corregedoria do Ministério da Fazenda. O Grupo RBS, a Gerdau, os bancos Bradesco, Santander, Safra, Pontual e Bank Boston, as montadoras Ford e Mitsubishi e um grupo de outras grandes empresas estão sendo investigados pela suspeita de pagamento de propina a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), para anular multas tributárias milionárias.
Entre os crimes investigados na Zelotes, estão advocacia administrativa, tráfico de influência, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo nota divulgada pelo Ministério da Fazenda, “o esquema envolveria a contratação de empresas de consultoria que, mediante trânsito facilitado junto ao CARF, conseguiam controlar o resultado do julgamento de forma a favorecer o contribuinte autuado. Constatou-se que muitas dessas consultorias tinham como sócios conselheiros ou ex-conselheiros do CARF”.
Segundo a Polícia Federal, o grupo que atuava no CARF fazia um levantamento dos grandes processos em curso no conselho, procurava empresas com altos débitos no Fisco e oferecia facilidades, como a anulação de multas. Conforme as investigações feitas até aqui, mais de 70 processos tributários podem ter sido fraudados, com um prejuízo superior a R$ 19 bilhões aos cofres públicos.
Os casos que estão sob investigação da força-tarefa da Operação Zelotes teriam ocorrido entre os anos de 2005 e 2015. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, os investigadores suspeitam que a RBS teriam efetuado o pagamento de R$ 15 milhões de reais para fazer desaparecer um débito de mais de R$ 150 milhões de reais. No total, diz também a reportagem, as investigações se concentram em débitos da RBS que chegam a R$ 672 milhões. O grupo RBS negou, em nota oficial, a prática de qualquer irregularidade. O Grupo Gerdau também é investigado pela suposta tentativa de anular débitos que chegariam a R$ 1,2 bilhão. A empresa também negou qualquer irregularidade.
(fonte: http://outras-palavras.net/outrasmidias/?p=143250)
Por Marco Weissheimer, no Sul21
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), relator da subcomissão da Câmara dos Deputados que acompanha as investigações da Operação Zelotes, está cogitando a possibilidade de solicitar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que acompanhe os desdobramentos do caso para evitar uma “operação abafa” sobre a operação que envolve grandes empresas nacionais e multinacionais. Pimenta reuniu-se nesta terça-feira, em Brasília, com o Procurador da República Frederico Paiva, que lidera a equipe que atua no caso. Nesta quarta-feira (29), o deputado apresentará o plano de trabalho da subcomissão e terá uma reunião com o delegado Marlon Cajado, da Polícia Federal. Pimenta adiantou que vai propor também uma reunião entre Paiva e os deputados que compõem a subcomissão.
Com o passar dos dias, a Operação Zelotes foi sumindo da mídia, após envolver valores superiores ao da Lava Jato. Também ao contrário do que ocorreu com a Lava Jato, no caso da Zelotes o Ministério Público Federal pediu a prisão preventiva de 26 investigados, mas todos os pedidos foram negados pelo Poder Judiciário. Daí a ideia de pedir ao Conselho Nacional de Justiça para que acompanhe o caso. “A sociedade não aceitará uma operação abafa sobre a Zelotes”, disse Paulo Pimenta.
O deputado criticou a cobertura da mídia sobre o maior esquema de sonegação fiscal do país. “Curiosamente, a Zelotes não é noticia, e a chamada grande mídia não demonstra nenhum interesse em ter acesso ao processo, em cobrar providências. Como explicar à sociedade brasileira que um esquema que causou um prejuízo aos cofres públicos de R$ 19 bilhões não seja de interesse público”, questionou.
A Operação Zelotes foi desencadeada no dia 28 de março por diversos órgãos federais para desbaratar um esquema de fraudes tributárias envolvendo grandes empresas brasileiras e multinacionais. As investigações foram conduzidas por uma força-tarefa formada pela Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público Federal e Corregedoria do Ministério da Fazenda. O Grupo RBS, a Gerdau, os bancos Bradesco, Santander, Safra, Pontual e Bank Boston, as montadoras Ford e Mitsubishi e um grupo de outras grandes empresas estão sendo investigados pela suspeita de pagamento de propina a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), para anular multas tributárias milionárias.
Entre os crimes investigados na Zelotes, estão advocacia administrativa, tráfico de influência, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo nota divulgada pelo Ministério da Fazenda, “o esquema envolveria a contratação de empresas de consultoria que, mediante trânsito facilitado junto ao CARF, conseguiam controlar o resultado do julgamento de forma a favorecer o contribuinte autuado. Constatou-se que muitas dessas consultorias tinham como sócios conselheiros ou ex-conselheiros do CARF”.
Segundo a Polícia Federal, o grupo que atuava no CARF fazia um levantamento dos grandes processos em curso no conselho, procurava empresas com altos débitos no Fisco e oferecia facilidades, como a anulação de multas. Conforme as investigações feitas até aqui, mais de 70 processos tributários podem ter sido fraudados, com um prejuízo superior a R$ 19 bilhões aos cofres públicos.
Os casos que estão sob investigação da força-tarefa da Operação Zelotes teriam ocorrido entre os anos de 2005 e 2015. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, os investigadores suspeitam que a RBS teriam efetuado o pagamento de R$ 15 milhões de reais para fazer desaparecer um débito de mais de R$ 150 milhões de reais. No total, diz também a reportagem, as investigações se concentram em débitos da RBS que chegam a R$ 672 milhões. O grupo RBS negou, em nota oficial, a prática de qualquer irregularidade. O Grupo Gerdau também é investigado pela suposta tentativa de anular débitos que chegariam a R$ 1,2 bilhão. A empresa também negou qualquer irregularidade.
(fonte: http://outras-palavras.net/outrasmidias/?p=143250)
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