sábado, 17 de outubro de 2015

Rodando pela Itália – parte 6




Dia 23 – Florença

Ver Florença à noite é um espetáculo de rara grandeza. Subir à Piazzale Michelangelo e descortinar a cidade ao por do sol... divino!




Aqui se repetiu o problema: se não tem ingresso comprado antes, desista, você não vai conseguir entrar. Na Academia, onde está o original do Davi, não havia mais ingressos. Eles estão vendendo ingressos com hora marcada, para evitar a superlotação. Conseguimos entrar na Galeria Ufizzi, belíssima, com milhares de obras do medievo, do renascimento... Até o piso e o teto são verdadeiras obras de arte, como se pode ver:










E nas ruas e praças, muita coisa interessante. Até a chuva que caiu produziu esse conjunto de capas e sombrinhas coloridas. Imigrantes africanos e indianos surgiram do nada, oferecendo os apetrechos para quem não os levara.





cópia em tamanho natural do Davi, de Michelangelo

cópia de Hercules e Caco - Bandinelli






E a Catedral, claro, com a imponente cúpula de Bruneleschi.



todas as fotos: RMF e MISF

Conselho a quem vier a Florença: adquiram o Firenze Pass, com ele fica fácil entrar nos museus e igrejas. Sem ele e sem ter comprado ingressos com antecedência: boa sorte, as filas de 4, 5 horas te esperam!

E que tal ouvir “Caruso”, executado num violão, à noite? Apesar do barulho, magnífico o violão de Piotr Tomaszewski. Ele vendia Cds, trouxe um, muito bom.
Veja e ouça aqui:  https://youtu.be/nDHDC6sJdGE

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Rodando pela Itália – parte 5



Dia 22 – Padova e Ferrara, no caminho para Florença

Padova (Pádua) é a cidade “científica” da Itália. Pelo menos assim seus habitantes a consideram. Somos recebidos numa praça por uma enorme quantidade de esculturas dos grandes cientistas que ali viveram. Galileu viveu ali alguns anos. Sua universidade é de 1222, a sétima do mundo e a terceira da Itália.



A cidade também é conhecida como a terra de Santo Antônio, que, na verdade, era natural de Lisboa, mas é chamado de Santo Antônio de Pádua.  A Basílica de Santo Antônio teve sua construção realizada entre 1238 e 1310.



Ao lado da Basílica, está a famosa estátua de Gattamelata, do escultor renascentista Donatelo.



Outro ponto muito bonito de se ver é a Igreja de Santa Justina, em estilo românico.
Padova tem aproximadamente 1 milhão de habitantes, considerando-se também os distritos, é uma cidade muito limpa, agradabilíssima!

Dali saímos em direção a Ferrara, última parada antes de Florença.

Também é uma bela cidade. É a cidade das bicicletas. Vimos milhares delas conduzidas por pessoas de todos os sexos e idades. Cidade medieval, mas com muitas construções renascentistas, é Patrimônio Mundial pela Unesco. A família Este dominou a cidade por cerca de 300 anos, desde 1208. 

Sua universidade é famosa. Teve como estudantes Paracelso, Savonarola, Copérnico e Ariosto. 


No final do século XV uma personagem famosa surge em Ferrara: Lucrécia Bórgia, filha do Papa Alexandre VI, casou-se com Alfonso I. Apesar de ser considerada uma das mais dissolutas romanas, em Ferrara Lucrécia Borja foi admirada como a “mãe dos pobres”, por suas atitudes caritativas.

Algo que já tínhamos visto em Veneza e Roma, também vimos em Ferrara: mendigos, inclusive entrando em restaurantes para pedir comida aos turistas. Pelo visto, a crise não é só no Brasil...







quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Rodando pela Itália - parte 4



Dia 21 - Primeira estadia em Veneza

Veneza parece uma impossibilidade... mas é preocupante a situação. Em conversas com pessoas da terra, ficamos sabendo que as casas em torno dos canais costumam ter seu primeiro andar totalmente inundado no inverno. E, de fato, vimos as marcas da água nas paredes. Logo, esses primeiros andares não são habitados.

É uma cidade muito cara na Praça de São Marcos e mais barata quando nos afastamos dela. Um dado: Cerveja Heineken garrafa pequena. Custa a bagatela de 11 euros nos restaurantes da praça (quase 50 reais!!!!) e longe dali, em algum mercado, pode-se comprar a mesma garrafinha por 2 euros (9 reais)...

Suas ruas estreitas, algumas estreitíssimas, são muito charmosas. Janelas floridas por todos os cantos. 

Multidões de turistas. Parece a Babel. Ouve-se de tudo: mandarim, japonês, espanhol, português de Portugal e centenas de português brasileiro ( é a crise!!!), alemão inglês, francês, algumas impossíveis de identificação... tem línguas para todos os gostos.

Vejam as fotos desse primeiro dia. Voltaremos a Veneza no final desse nosso Rodando pela Itália.

(todas as fotos: RMF)
 












quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Rodando pela Itália – parte 3




Dia 20 – De Milão a Veneza, passando por Sirmione e Verona

Sirmione, cidade encantadora com um castelo medieval, infelizmente despojado de tudo que havia em seu interior. A cidade foi ocupada por volta do V milênio a.C. Na Idade Média era importante centro fortificado e controlava rotas comerciais entre Verona e Brescia. O Castelo Scaligero é do século XIII. No século XV, a República de Veneza dominou a cidade.

O Lago de Garda é o maior lago da Itália e os turistas podem fazer passeios de lancha. Pode-se ver praias e ruínas que, supostamente, seriam de uma casa do poeta romano Catulo. Elas aparecem nas fotos abaixo.

Fotos: RMF









De Sirmione passamos a Verona, cidade de tamanho médio (para nossos padrões), com cerca de 260.000 habitantes.

A cidade foi declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO por causa da sua estrutura urbana e arquitetura: Verona é um maravilhoso exemplo de cidade que se desenvolveu progressivamente e sem interrupções durante dois mil anos, integrando elementos artísticos de altíssima qualidade dos diversos períodos que se seguiram, representa também, em um modo excepcional o conceito de uma cidade fortificada em etapas determinantes da história europeia (Wikipedia)

Tem um “colosseo” romano, utilizado ainda para espetáculos, uma igreja gótica e uma românica e ruínas de muralhas bem altas.

Curiosidade: é a terra de Julieta, a heroína da história romântica de Shakespeare.

Fato lamentável: na grande praça perto das muralhas, dezenas de restaurantes. Um brasileiro, da nossa excursão, teve a infeliz ideia de agir “diferente”: tirou a camisa, exibindo um forte peito e costas bem peludas, atraindo gargalhadas de uma garçonete e um comentário nada lisonjeiro de um garçom: “brasiliani...”

Fiquei pensando se é assim que nascem os estereótipos... no meio de mais de 100 brasileiros que ali estavam, um único babaca consegue nos colocar a todos no mesmo nível de baixaria...