sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Sobre árvores e voluntariado

Andando hoje pela rua, observei um punhado de árvores plantadas recentemente e que estão desabrochando totalmente entortadas, algumas se inclinando para a rua (e, em breve serão detonadas pelos carros...), outras em direção aos edifícios, e assim, cobrindo o passeio. Como ainda estão na fase de formação, elas obrigam os transeuntes a se abaixarem ou então a irem para a rua.
E é tão fácil fazer uma árvore crescer reta...
Olha só:
foto RMF

Duas barras de ferro, um arame e um tubo plástico dobrado (até mesmo para ser alargado quando o tronco já estiver mais gordinho...).

Ideias simples não costumam pegar por essas bandas...


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Trabalhos voluntários sempre são gratificantes. Recebi hoje de uma amiga e achei interessante repassar para um número maior de leitores (espero que este blog tenha um número maior de leitores...rsss.)


Bora colaborar!!!


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Aquecimento global: um mito?

Dia desses, vi num dos canais da Globo na tv fechada, algumas pessoas falando que essa história de aquecimento global é uma farsa, algo inventado por um grupo de cientistas que não sabem o que estão falando.
Vendo o calor extremo que estamos aqui em Minas, e, principalmente, os efeitos devastadores do furacão Sandy, a gente percebe que de farsa o tal do aquecimento global não tem nada. Ele está ai, para quem quiser ver.
A propósito, li este artigo no site www.outraspalavras.net e achei por bem republicá-lo. Ele foi escrito no dia 29 de outubro, razão de "nas próximas horas", "ontem", "amanhã" necessitarem da mediação.


Quais as relações entre mega-furacão Sandy e aquecimento global? Até quando governos permanecerão apáticos diante dos riscos de catástrofe climática?
Por Antonio Martins

Os desastres provocados pelo aquecimento global podem assumir novas dimensões — concretas e simbólicas — nas próximas horas. Depois de se formar nas águas quentes do Caribe por volta do dia 20 e de ter provocado ao menos 67 mortes (51 das quais no Haiti), o furacão Sandy desviou-se para noroeste, ontem à noite, adquiriu velocidade e força e deve atingir, esta noite (29/10) a região mais povoada e rica dos Estados Unidos — a costa Nordeste. Os riscos de que castigue Nova York são, a esta altura (29/10, 15h), calculados em 93%.

Todas as observações feitas até o momento sugerem tratar-se de uma tormenta com poder de destruição extremo — a ponto de “ocupar um lugar na história do clima”, segundo escreveu, impressionado, o meteorologista Stu Ostro, do Weather Channel. Por isso, até mesmo poder, dinheiro e técnica, símbolos do domínio humano sobre a natureza, curvaram-se. Barack Obama e Mitt Rommey suspenderam suas campanhas, a uma semana das eleições para a Presidência. Em Nova York, as bolsas de valores sequer abriram hoje. Metrô, trens e ônibus deixaram de operar desde ontem à noite. Mais de 8 mil voos foram cancelados. Cerca de 370 mil pessoas foram removidas de suas casas e abrigadas em colégios.

Numa cidade muito próxima do nível do mar, teme-se, além dos ventos, os efeitos das ondas e inundações.
Uma coincidência infeliz pode fazer com que o Sandy choque-se, ao derivar para o continente, com dois outros fenômenos atmosféricos graves, no nordeste dos EUA. De oeste para leste, desloca-se uma zona de baixas pressões, em altitude média. Do ártico, chega uma massa de ar frio polar. Alguns estudiosos temem que o choque acabe ampliando o poder destrutivo da tormenta principal.


Mas a força principal por trás de tempestades desta magnitude é o aquecimento global. Em fevereiro deste ano, Outras Palavras publicou “A era dos extremos climáticos começou“, um artigo de dois estudiosos ligados ao Earth Policy Institute. Baseados em vasta pesquisa de dados estatísticos, eles apontavam a clara correlação entre a elevação da temperatura atmosférica da Terra — 2011 integra uma sequência de anos muito quentes, conforme o gráfico acima — e fenômenos como grandes tempestades, cheias, secas ou ondas de calor. A análise é abrangente (os dados compilados vão das chuvas devastadoras na região serrana do Rio de Janeiro, naquele ano, à estiagem prolongada no Chifre da África, que pode ter causado 50 mil mortes por inanição). Um dos pontos destacados, porém, é o aumento da incidência e da força das tempestades tropicais.

Estudos mais específicos ajudam a compreender em detalhes a relação entre fenômenos como o Sandy e o aquecimento global. Em junho deste ano, três cientistas publicaram, no jornal da Academia Nacional de Ciências dos EUA, uma análise de todas as grandes tempestades tropicais registradas no país desde 1923. Sua conclusão é clara: fenômenos climáticos com a intensidade do furacão Katrina (que devastou Nova Orleans, em 2005) são são duas vezes mais frequentes em anos de temperaturas elevadas. Ainda mais eloquentes são os trabalhos científicos [1 2 3] que estão relacionando o aumento da extensão e do poder destrutivo das grandes tempestades com o derretimento do Oceano Ártico e as mudanças de temperatura no Atlântico Norte.

Uma estonteante cegueira tem impedido, até agora, que a sociedade norte-americana compreenda os riscos a que está submetida pela mudança climática. Noam Chomsky aponta, em outro texto recente (“Alienação à moda dos EUA“) como o tema é ocultado da opinião pública mesmo durante a campanha eleitoral. Sobre aquecimento global, diz ele, as diferenças entre os dois partidos “dizem respeito a quão entusiasticamente os ratos devem marchar até o abismo”…

Ontem, quando ficou claro que a tempestade Sandy rumaria para o nordeste dos Estados Unidos, um grupo de ativistas tentou quebrar este silêncio. Articulados pela rede 350.org, eles abriram, em plena Times Square, de Nova York, uma grande faixa exigindo: “chega de silêncio sobre o clima”.
Chomsky encerra seu artigo sobre campanhas eleitorais e alienação lembrando que, em épocas de declínio da democracia, a política institucional conduz de fato para o supérfluo e banal — mas as sociedades não estão obrigadas a aceitar este declínio. “A passividade costuma ser o caminho mais fácil, porém, quase nunca, o honroso”, lembra ele. Oxalá os desastres causados pelo Sandy sejam moderados — e ele sirva de alerta para evitar a grande catástrofe climática que continuará se armando, se as sociedades não forem capazes de pressionar os Estados.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Trabalho infantil é vergonhoso!

Matéria publicada no Correio Braziliense e que me foi enviada pela amiga Márcia Priolli. Para nossa reflexão!


São 250 milhões de crianças sem futuro no mundo
E mais de 200 milhões de meninas "desaparecidas"/assassinadas


Sandra Machado - Blog da igualdade, Correio Braziliense 14/10/2012
"As crianças não têm voz; não têm infância, liberdade ou sonhos. Não vão à escola. Vivem cativas. As meninas de um circo que invadimos à força eram obrigadas a levantar muito cedo para fazer exercícios de preparação para três ou quatro apresentações diárias. Eram submetidas a duas horas de preparação e doze horas de espetáculos. Se o show ia bem, os empregadores ofereciam as meninas para dormir com as autoridades e a polícia do local. Caso contrário, como castigo, elas eram estupradas... um beco sem saída. Uma vergonha. O mesmo acontece com crianças na indústria de tapetes, de tijolos, de tecidos ou roupas... no mundo inteiro. É errado dizer que não existe mais escravidão."

As palavras acima, bastante sofridas, são de Kailash Satyarthi, ativista indiano pelo fim do trabalho e da exploração infantil. Em 25 anos de lutas, ele calcula que tenha resgatado mais de 70 mil crianças mantidas em regime de escravidão moderna. Comanda pessoalmente invasões a fábricas e outros locais para libertá-las e devolvê-las à infância. Em 2006, foi indicado ao Nobel da Paz. Na semana passada, realizou a palestra de abertura do Seminário sobre Trabalho Infantil, Aprendizagem e Justiça do Trabalho , organizado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.

Neste feriadão, celebramos datas emblemáticas para nossa sociedade: o dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, e também o Dia das Crianças. Ambas marcam a esperança no presente e a crença em um futuro melhor. As romarias e manifestações de fé e pedidos de graças, em todo o país, são intensas e comoventes. Assim como é marcante a data das "crianças" afetar o imaginário popular, não importa a idade ou o gênero. No fundo, tendemos a cultivar e a querer manter nossa melhor parte, a inocência.

A brincadeira preferida este ano para os "adultos plugados" foi postar imagens de quando eram bebês ou pequenos rebentos nas redes sociais. Uma onda para reviver mementos – (do latim, lembrar ) memórias tornadas recordações em forma de desenhos, fotografias, diários, brinquedos, quinquilharias que guardamos com carinho e nostalgia por um tempo que deveria ser feliz e lúdico em nossas vidas.

Entretanto, e não por acaso, a semana foi marcada por eventos importantes sobre e para as crianças e adolescentes, no Brasil e em nível mundial. São iniciativas pontuais e urgentes, como a elaboração daCarta de Brasília pela Erradicação do Trabalho Infantil e a celebração do recém-criado Dia Internacional da Menina (11/10), pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ações que ecoam sobre o passado, o presente, e o futuro deste país e da humanidade.

São planos para sensibilizar governos e povos pelo fim do trabalho infantil até o ano de 2020. Hoje, o problema atinge mais de 250 milhões de crianças e adolescentes, globalmente. Também são estratégias contra a discriminação baseada em gênero, o abandono e os assassinatos de meninas, em diversos países. Um holocausto, silencioso e devastador, que vitimou pelo menos 200 milhões de bebês e crianças do sexo feminino no mundo. Caso sejam efetivas, tais ações podem estancar o sofrimento e salvar crianças. Melhor: resgatarão infâncias interrompidas.

domingo, 28 de outubro de 2012

Photo-poema

A Onda
(Manuel Bandeira)

a  onda  anda 
aonde  anda 
a   onda? 
a onda   ainda  
ainda    onda   
ainda anda
aonde?  
              aonde? 
a onda   a onda

sábado, 27 de outubro de 2012

Sete dias num SPA e um mensalão

Passar uma semana em um SPA, além de divertido, relaxante, é muito prazeiroso. Ainda mais se ele tem, como este que fomos semana passada, uma grande área verde,

piscina ao ar livre e outra térmica, para hidroginástica,


simpáticos quartos, limpos, confortáveis,
e onde uma das principais atividades, uma caminhada de quase 8 quilômetros, pode ser feita às margens de uma lagoa onde nadam patos e uma garça sobrevoa à procura de peixes, além de

uma simpática família de capivaras,


e uma vegetação belíssima...

tudo isso praticamente dentro de BH, aqui do lado, em Lagoa Santa.
Volta-se com alguns quilos a menos, alguns centimetros desaparecem misteriosamente de sua barriga, e você sente como é importante mudar os hábitos alimentares para ter uma vida mais saudável.
Vale a pena!

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Nessa semana de calmaria, vi um video que gostaria de compartilhar:


http://www.youtube.com/watch?v=nVt_1LvWjng&feature=player_embedded