quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Que notícia mais interessante! Não deixem de ler!

 Relatórios usados por Dilma Rousseff para criticar Aécio Neves somem do site do TCE 

Relatórios técnicos do Tribunal de Contas de Minas Gerais sobre as contas do Estado foram retirados do ar nesta quarta (15) após serem citados pela presidente Dilma Rousseff (PT) para acusar o rival Aécio Neves (PSDB) de não investir o mínimo exigido pela Constituição na saúde.
Segundo a Folha de S.Paulo, a petista afirmou no debate da TV Bandeirantes na terça-feira (14) que o governo mineiro, por não ter cumprido o mínimo constitucional (12% da receita estadual) nas gestões do PSDB em Minas, teria "desviado" R$ 7,6 bilhões. Durante a transmissão, Dilma Rousseff pediu que os telespectadores conferissem a informação no site do TCE . Logo após a afirmação da presidente, a página saiu do ar.
Ainda com informações da Folha, o site voltou ontem pela manhã (15) e os pareces técnicos citados por Dilma - que correspondem ao período que vai de 2006 a 2012 - não estavam mais disponíveis, segundo o PT. O material ficou fora do ar pelo menos quatro horas, voltando ao site no final da tarde da quarta.
Segundo a Folha, o tribunal afirmou que o site caiu por causa da quantidade de acessos na noite desta terça, mas não explicou o motivo de os pareceres terem saído do ar. Procurado pela reportagem, o órgão não confirmou a exclusão de documentos das gestões tucanas.
Leia mais em: http://zip.net/bdpWJB

As 10 medidas impopulares que Aécio e Armínio podem adotar na Economia


Por Emir Sader, na Carta Maior


Aécio Neves e Armínio Fraga querem fabricar a ideia de que a economia não cresce por causa da inflação e porque o salário mínimo é muito alto.

1. Criar o clima de que o maior problema brasileiro é uma suposta inflação descontrolada. (Mesmo se é de 6% ao ano, quando FHC entregou pro Lula uma inflação de 12,5% ao ano.
2. Fabricar a ideia de que a economia não cresce pela inflação e porque “o salário mínimo é muito alto”, segundo o Arminio Fraga. (Apesar de que os salários são um componente mínimo dos custos de qualquer mercadoria.)
3. Difundir a ideia de que o governo gasta muito, que é necessário um duro ajuste fiscal. (As tais “medidas impopulares” de que fala o Aecio que está pronto para tomar.)
4. Pregar que “um certo nível de desemprego é saudável”, como disse o Arminio Fraga.
5. Se ganhar, implementar uma forte política de corte de salários, tanto do setor público, como pressionando as negociações no setor privado. Baixar o salário mínimo.
6. Promover o desemprego para favorecer as condições de negociações dos empresários com os trabalhadores e os sindicatos.
7. Reduzir os bancos públicos a um mínimo, como disse o Arminio. O que significa também cortar muito os recursos para as políticas sociais, que só podem ser realizadas através de bancos públicos.
8. Assinar Tratado bilateral de Livre Comercio com os Estados Unidos, saindo do Mercosul e rompendo todos os acordos de integração regional com os países latino-americanos, deslocando o comercio do Brasil para os EUA como parceiro fundamental.
9. Endurecer a repressão com os sindicatos e os movimentos sociais que resistirem a essas medidas.
10. Instaurada a recessão, com as políticas de austeridade, voltar a tomar empréstimos do FMI, com as cartas de intenção respectivas e os cortes dos gastos sociais do Estado requeridos.
É um plano para voltar aos anos de terror econômico e social dos anos 1990, nos quais Arminio Fraga foi personagem central. Tudo seria feito colocando a culpa nos gastos sociais excessivos dos governos do PT e nos aumentos salários desmedidos por parte dos sindicatos.
Colocado em prática o plano de terror, o Brasil voltaria à recessão, à miséria, ao endividamento com o FMI, à subserviência com os EUA, à repressão dos movimentos populares – como os tucanos promoveram no passado e querem retomar no presente.

fonte: http://jornalggn.com.br/noticia/as-10-medidas-impopulares-que-aecio-e-arminio-podem-adotar-na-economia

Notícias ou autos de inquisição?

Por Cristiano Otaviano Verutti

Não bastasse a reiterada omissão em relação às eleições parlamentares, contribuindo para a miserável qualidade de nosso Legislativo, os veículos de comunicação têm transformado a cobertura das eleições presidenciais brasileiras num circo de denúncias deixando de lado a discussão das propostas para o país.
Tal comportamento seria legítimo caso tais publicações estruturassem um discurso embasado em provas “robustas”. Entretanto, o que se vê em diversos momentos é a transformação das palavras de um indivíduo em material suficiente para expor a vida e a biografia de cidadãos, sejam eles quem forem. Não estou aqui a fazer juízos de valor, dizendo que os acusados são inocentes. Entretanto, digo sem pestanejar que isso cria um risco imenso de transformar inocentes em culpados. Até porque afirmar que um depoimento basta para concluir que alguém cometeu um crime é o mesmo que afirmar que “os métodos da Inquisição estavam corretos”, ou “Tomás de Torquemada estava certo.”
Os veículos de comunicação sabem isso de cor. Até por conta desta consciência, criaram classificações das fontes, de acordo com sua confiabilidade. O Manual de Redação da Folha de S.Paulo, por exemplo, classifica as fontes de zero a três, partindo da mais confiável até a menos confiável. Apesar da citação ser longa, é interessante observar na íntegra como o jornal as descreve:
“a) Fonte tipo zero - Escrita e com tradição de exatidão, ou gravada sem deixar margem a dúvida: enciclopédias renomadas, documentos emitidos por instituição com credibilidade, videoteipes. Em geral, a fonte de tipo zero prescinde de cruzamento. Para não repetir erros já publicados, evite ter um periódico do tipo jornal ou revista como única fonte para uma informação.
b) Fonte tipo um - É a mais confiável nos casos em que a fonte é uma pessoa. A fonte de tipo um tem histórico de confiabilidade – as informações que passa sempre se mostram corretas. Fala com conhecimento de causa, está muito próxima do fato que relata e não tem interesses imediatos na sua divulgação. Embora o cruzamento de informação seja sempre recomendável, a Folha admite que informações vindas de uma fonte tipo um sejam publicadas sem checagem com outra fonte.
c) Fonte tipo dois - Tem todos os atributos da fonte tipo um, menos o histórico de confiabilidade. Toda informação de fonte dois deve ser cruzada com pelo menos mais uma fonte (do tipo um ou dois), antes de publicada.
d) Fonte tipo três - A de menor confiabilidade. É bem informada, mas tem interesses (políticos, econômicos etc.) que tornam suas informações nitidamente menos confiáveis. Na Folha, há dois caminhos para a informação de fonte tipo três: funcionar como simples ponto de partida para o trabalho jornalístico ou, na impossibilidade de cruzamento com outras fontes, ser publicada em coluna de bastidores, com a indicação explícita de que ainda se trata de rumor, informação não confirmada.”
Os fins e os meios
Feitos estes esclarecimentos, fica a pergunta: por que a Folha está produzindo, dia após dia, manchetes com base nas falas de Paulo Roberto Costa a respeito de desvios na Petrobras? Não se encaixa ele no perfil da fonte três – “bem informada, mas [que] tem interesses”? No caso deste senhor, o interesse é o maior de todos: a liberdade. O comportamento indicado não seria, portanto, seguir o Manual de Redação da Folha de S.Paulo, tratando o depoimento como “ponto de partida para o trabalho jornalístico”? Ou, no máximo, a matéria “ser publicada em uma coluna de bastidores, com a indicação explícita de que ainda se trata de rumor, informação não confirmada”?
Já respondo previamente àqueles que pretendam argumentar que se trata de uma fonte zero, já que são gravações. Ora, isso é uma falsa dialética, um “túmulo caiado”. São gravações de uma pessoa falando, nada mais que isso. É só um depoimento. Pode conter verdades, ou não, mas por enquanto é só isso. É antiético e imoral expor as pessoas ao linchamento público só com base em palavras já que – como costumam dizer os advogados – os depoimentos são “a prostituta de todas as provas”.
É claro que isto não se restringe a este caso. Nas redes sociais circulam listas de escândalos que conspurcariam este ou aquele candidato, este ou aquele partido. Em quantos as pessoas são culpadas de fato, em quantos elas são inocentes? Difícil responder. Só sei que é triste imaginar ser bem provável que muitas pessoas honestas tiveram sua vida profissional e familiar abalada – ou mesmo destruída – por acusações falsas a que nossa mídia deu eco. Quantas Escolas Base pesam na conta moral de nossos ilibados meios de comunicação?
Há quem diga que vivemos hoje uma luta do Bem contra o Mal. Pode até ser. Pode até ser que meu miserável espírito esteja iludido, cego diante de uma verdade ululante. Mas na minha consciência berra a memória de um sujeito que há dois mil anos foi condenado unicamente a partir das palavras de seus acusadores. Esta vítima da primeira das inquisições disse: “De que vale o homem ganhar o mundo todo e perder-se a si mesmo?” Para bom entendedor, isso quer dizer: “Os fins não justificam os meios.”
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Cristiano Otaviano Verutti é jornalista e professor 
 
(fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed820_noticias_ou_autos_de_inquisicao)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014