quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Qual o papel da escola, na era do Conhecimento Livre?

Creio que esta é a discussão que anda faltando entre nossos pedagogos...


Qual o papel da escola, na era do Conhecimento Livre?

Compreensão total do cérebro, barateamento da tecnologia e internet gratuita deverão tornar acessível a todos o conhecimento produzido pela humanidade 
Por Patrícia Gomes no Porvir
O venezuelano José Cordeiro já deixou brasileiros de queixo caído ao prever o fim do envelhecimento e da morte em 20 anos, com a descoberta da cura para as doenças mais letais de hoje. Já falou das possibilidades que a rápida evolução da tecnologia pode trazer. Agora, em visita ao Brasil para participar do 12º Congresso do Ensino Privado no Rio Grande do Sul, esse futurologista especializado em energia, professor e membro do time que fundou há quatro anos uma das universidades mais inovadoras do mundo, a Sigularity, vai falar sobre a tecnologia do futuro, o futuro da tecnologia e suas implicações para a educação.
Em entrevista para o Porvir, Cordeiro, que foi educado nos EUA e em países europeus, trabalhou na África, Ásia, Europa e América Latina, falou em bom português sobre o atual momento da educação, que considera apenas comparável em importância ao surgimento da escrita e da prensa. Para ele, estamos prestes a ter acesso gratuito e fácil a todo o conhecimento produzido no mundo. “Essa é uma revolução incrível. É a democratização do conhecimento”, afirma o especialista, que aponta dois grandes movimentos internacionais elaborados para facilitar essa realidade próxima.
O primeiro deles, afirma, é que a ciência vai ter compreendido completamente como funciona o cérebro em dez anos. “O cérebro é o órgão da educação. Já entendemos como funcionam os olhos, o coração, mas ainda não conhecemos o cérebro”, diz ele, citando três grandes programas comprometidos com essa meta: um nos EUA, um na Europa e um no Japão. “O presidente Barack Obama anunciou uma iniciativa [a Brain Initiative, que terá investimento de US$ 100 milhões no esforço de ‘revolucionar e entender a mente humana’, segundo a Casa Branca]. A Universidade de Louzanne, na Suíça, recebeu 1 bilhão de euros também para estudar como funciona o cérebro [no Blue Brain Project]. No Japão também está havendo um esforço nacional”, afirma.
O segundo grande movimento é o desenvolvimento e o barateamento das tecnologias, que devem beneficiar inclusive as regiões mais pobres do planeta. “Na Índia, já há tablets que custam US$ 50. Se a Índia pode fazer isso, por que o Brasil não pode?”, pergunta Cordeiro, que completa: “Naturalmente, as escolas públicas têm mais dificuldade de acesso à tecnologia, mas agora elas estão muito baratas”. O potencial de impacto na educação, afirma ele, acontece também devido ao acesso gratuito à internet que o Google está prometendo prover. “Até 2020, o Google espera conectar o mundo inteiro com internet banda larga a partir de balões flutuantes. Isso quer dizer que vai ser possível acessar a internet da floresta, do deserto, de qualquer lugar”, comenta.
Com toda essa transformação a caminho, escola, professor e aluno deverão se adaptar. “A internet permite que os alunos aprendam o que quiserem, da forma que quiserem. Com os Moocs (Massive Open Online Courses), por exemplo, os melhores professores do mundo, ganhadores de prêmio Nobel, estão acessíveis. Isso é extraordinário”, comemora ele.

Para quem domina a língua inglesa, há um video, com a palestra dele, 19 minutos de duração. Pode ser visto aqui: http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/qual-o-papel-da-escola-na-era-do-conhecimento-livre/ 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Nós somos a alta tecnologia da espionagem global

Artigo um pouco longo, mas que precisa ser lido por todos que utilizam a internet, principalmente os pais que adoram colocar fotos dos filhos e falar das traquinagens deles para o mundo inteiro ficar sabendo e não apenas os "amigos virtuais". O artigo foi retirado do site da Agência Carta Maior. (os grifos, em vermelho, são meus)

Nós somos a alta tecnologia da espionagem global

Todas as fantasias dos adeptos das teorias conspiratórias que imaginavam os EUA espionando cada canto do planeta com satélites e dispositivos ultra tecnológicos viraram fumaça em um par de dias. A alta tecnologia da espionagem global somos nós mesmos, não satélites espiões, nem raios invisíveis. Nós entregamos nossos correios, nossos segredos, as fotos e os nomes de nossos filhos e irmãos, de nossos amigos, envoltos em um papel de presente transparente. Especialistas em tecnologias da informação concordam: é imperativo mudar nossa cultura na rede. Por Eduardo Febbro, de Paris

 
Paris – Só nos resta o espelho do nosso próprio desencanto. E certa tristeza humana e “geopolítica” ao constatar que, frente ao grande espião universal norte-americano vestido com a roupagem da democracia, os europeus não só deram mostras de uma espantosa covardia frente aos Estados Unidos, como também que, toda sua potência econômica, todo seu espaço comunitário, todo seu Banco Central e seu euro, não serviram sequer para criar um contrapeso numérico ao lado do alucinante poderio norte-americano.

O jornalista investigativo e especialista em internet e em novas tecnologias da informação, Jaques Henno, autor de dois livros sobre espionagem (“Todos fichados” e “Sillicon Valley, o Vale dos Predadores”), comenta: “Nós, enquanto europeus, estamos na periferia do império norte-americano. Enviamos informações a ele porque não fomos capazes de criar o equivalente do Google, Apple ou Facebook para conservar na Europa essas informações”. Kavé Salamantian, professor de informática e telecomunicações na Universidade de Lancaster, expressa certa amargura quando diz: “A NSA nos enganou. Era previsível que nos espionasse. Fomos enganados pelas empresas privadas, Google, Facebook, Apple, Microsoft. Elas nos espionam de uma forma muito simples: utilizam as informações que nós proporcionamos e a confiança que tivemos nas empresas que oferecem serviços informáticos. Esses atores se tornaram parte tão cotidiana de nossa vida que nos esquecemos das informações essenciais que disponibilizamos”.

A espionagem organizada a partir do dispositivo Prisma revelado pelo ex-membro da NSA norte-americana, Edward Snowden, é de uma simplicidade infantil. Stéphane Bortzmeyer, especialista em segurança informática e arquiteto de sistemas e redes, explica que Prisma “é só uma parte da espionagem norte-americana. A ideia consiste em se conectar com os grandes serviços de intercâmbio, as grandes redes sociais que estão nos Estados Unidos, ou seja, entre outros, Google e Facebook. O grande interesse de atuar neste nível consiste em ter acesso a uma informação que já está estruturada e tratada”.

Todas as fantasias dos adeptos das teorias conspiratórias que imaginavam os EUA espionando cada canto do planeta com satélites e dispositivos ultra tecnológicos viraram fumaça em um par de dias: “Prisma”, acrescenta Bortzmeyer, “é uma tecnologia simples, que já existia e que, além disso, é a mesma que utilizamos”. Em resumo, a alta tecnologia somos nós mesmos, não satélites espiões, nem raios invisíveis. Não. Nós entregamos nossos correios, nossos segredos, as fotos e os nomes de nossos filhos e irmãos, de nossos amigos, envoltos em um papel de presente transparente. Nicolas Arpagian, especialista em cyber-segurança, professor no Instituto de Altos Estudos de Segurança e Justiça, ressalta justamente que “o problema com os dados reside em que se toma uma informação de um servidor informático que está aí permanentemente. Não há roubo. Pode-se operar sem que a vítima se dê conta. A força desse tipo de espionagem radica no fato de que a vítima ignora seu estatuto de vítima”.

Os brinquedos conhecidos que a NSA emprega para acessar nossas intimidades são três: o olho é Prisma, seus aliados são Boundless Informant e X-Keyscorey. Prisma se conecta aos servidores das redes sociais, Google, Microsoft, Apple, Twitter, Skype, Facebook e outros. Boundless Informant é um software dirigido em grande parte ao ataque extraterritorial. O dispositivo mede o nível de segurança que cada país aplica a seus sistemas ao mesmo tempo em que consolida os meta-dados das conversações telefônicas (quem fala com quem) e das comunicações informáticas, as IP. X-Keyscorey é, nesta montagem, o cérebro do chamado Big Data, ou seja, o conjunto dos dados armazenados e analisáveis. X-Keyscorey é uma espécie de “Google” interno da NSA, ou seja, um analisador de conteúdos que abre as portas de tudo: histórico de navegações de uma pessoa, buscas realizadas na internet, conteúdos dos e-mails, conversações privadas no Facebook, cruzamento de informações segundo o idioma, o país de origem e de destino dos dados e dos intercâmbios.

Se a NSA quiser, com o X-Keyscorey nossa vida digital é um livro aberto. Comprar um congelador de grande capacidade (podem ser usados para armazenar explosivos), viajar de primeira classe aos Estados Unidos (os assentos ficam próximos da cabine dos pilotos), ou comprar uma panela de pressão pode levantar suspeitas na NSA. Prisma e seus programas associados realizam perfis matemáticos para detectar eventuais suspeitos segundo as navegações na rede ou os dados. “Tudo é analisado em massa”, diz Stéphane Bortzmeyer. Como destaca Kavé Salamantian, o problema está em que “isso não é a realidade, mas sim pura virtualidade construída a partir de uma aparência de racionalidade matemática”.

“Google e as ferramentas que oferece pode nos seguir em escala planetária e de forma permanente”, explica Nicolas Arpagian. Somos, de fato, filhos da “rastreabilidade”. Jacques Henno fala de uma “rastreabilidade política, sexual, ideológica e religiosa”. Os números falam por si próprios: Google e Facebook têm mais de um bilhão de usuários em todo o mundo; 80% das comunicações através da internet passam pelos Estados Unidos; no Facebook são publicadas 350 milhões de fotos por dia, o que dá 3,5 bilhões de fotos em dez dias e 35 bilhões em cem dias. A mágica ocorre quando nos inscrevemos no Google ou Facebook. Poucas pessoas leem as condições de utilização, mas estas explicitam claramente que o usuário “autoriza” o armazenamento das informações no território norte-americano. Os dados, por conseguinte, dependem do direito dos EUA, tanto mais que a lei Patriot Act, aprovada logo depois dos atentados de 11 de setembro, permite aos governos estadunidenses requerer o conteúdo dos arquivos das pessoas suspeitas.

Mais ainda. Como explica Nicolas Arpagian, “a lei norte-americana se aplica às empresas quando 51% do capital das mesmas está em mãos de capitais norte-americanos, seja qual for sua localização”. Isso inaugura uma espécie de extensão do direito doméstico dos Estados Unidos para o resto do planeta. Arpagian analisa este dado e observa que “a particularidade deste emprego ofensivo das tecnologias da informação está em que já não se estabelece mais a diferença entre o mundo civil e o militar”.

Houve vários sistemas globais de espionagem. O mais conhecido e que precedeu o Prisma foi o Echelon. Este dispositivo de espionagem instalado no Canadá, Estados Unidos, Grã Bretanha, Nova Zelândia e Austrália se limitava a coletar comunicações telefônicas. Prisma, por sua vez, tem acesso a tudo e com uma distinção maior: “a diferença entre Echelon e Prisma passa pelo fato de que o Echelon era uma estrutura unicamente do Estado, enquanto que Prisma exige a colaboração das empresas privadas”.

No meio disso tudo, estão os britânicos e seu quartel general de espionagem, onde filtram quase exclusivamente tudo o que passa pela fibra ótica. Os teóricos do ocaso do império se equivocaram por muito. “Não resta dúvida alguma que, por meio do controle das tecnologias da informação, os Estados Unidos contam com um elemento de considerável potência. E esse poder norte-americano corresponde ao que nós deixamos nas mãos desta sociedade de informação”.

Os europeus têm muita literatura diplomática, mas carecem de contrapeso tecnológico. Por uma razão misteriosa, não quiseram jogar o xadrez digital. Seus cidadãos e suas empresas – e até os serviços públicos – são clientes de Google e Microsoft como qualquer habitante deste planeta. Seus dados estão na nuvem e seus e-mails nos operadores estadunidenses. Incrédulos, inocentes ou passivos, o certo é que terminamos fazendo parte de uma gigantesca armazenagem de dados para onde foram parar nossos pecados e nossas virtudes. Um horror absoluto.

A hora da mudança chegou. Todos os especialistas consultados confluem na mesma análise: é imperativo mudar nossa cultura na rede, precisamos ser mais responsáveis e, da mesma maneira que ocorre com o ambiente físico, tomar consciência do perigo virtual que nos cerca e nos proteger dele. A era do sonho virtual coletivo e da inocência ante o computador chegou ao fim. Snowden, que era parte do sistema, desgarrou a imensidade da verdade intuída. Agora sabemos.

Tradução : Katarina Peixoto

Duas informações importantes

1)

Olá prof Ricardo.
Como foi informado neste blog sobre o tema Brasil e África no encontro da ANPUH,
quero informar que na UFMG foi inaugurado, em meados de junho, o Centro de Estudos Africanos (CEA-UFMG) e, para além deste, a Faculdade de História oferece aulas isoladas das quais, algumas são sobre estudos africanos aplicadas por africanistas.
As inscrições acontecem apenas no dia 9 deste mês. Aos inscritos que frequentarem as aulas será disponibilizado um certificado.
Vale lembrar que, uma das aulas (período colonial em África e os movimentos de libertação) começa no dia 6, mas que pode ser assistida mesmo antes da inscrição.
Sem mais,
Cléria Ferreira. 

2)
 
FGV oferece bolsas para os cursos de graduação

Rio de Janeiro e São Paulo, agosto de 2013-  A FGV oferece bolsas de estudo por desempenho aos candidatos com melhor classificação no vestibular. Além disso, há possibilidade de concessão de bolsas para alunos com dificuldade econômica comprovada. Para manter as bolsas de estudo, basta ter bom desempenho acadêmico conforme as regras de cada escola da FGV.

No Rio de Janeiro e em São Paulo a concessão de bolsas de estudo obedece aos seguintes critérios:

  • Direito (RJ) – bolsa de 100% por mérito para os cinco primeiros colocados na classificação do ENEM. Também são oferecidas bolsas de 100% por mérito aos dez primeiros colocados na classificação geral do vestibular para a escola.

  • Direito (SP) – bolsa, durante o primeiro ano de curso, para os três primeiros colocados no vestibular, obedecendo aos seguintes percentuais (100% para o primeiro, 70% para quem ficar em segundo lugar e 30% para o terceiro colocado). Também são oferecidas até 10 bolsas de 100% e de 50% do valor da mensalidade aos alunos com dificuldade econômica comprovada, de acordo com a trajetória pessoal e acadêmica. A Escola conta ainda com um fundo criado por ex-alunos com o objetivo de permitir que alunos com necessidades econômicas possam dispor de recursos no período que se dedicam integralmente aos estudos.

  • Administração (RJ) – são oferecidas bolsas por mérito para os 10 primeiros colocados na classificação geral do curso, escolhidos no exame vestibular. Os alunos classificados do 1º ao 5º lugar ganharão bolsas de 100% e os colocados do 6º ao 10º lugar, terão direito a bolsas de 50%.

  • Administração de Empresas (SP) – são oferecidas bolsas por mérito para os 10 primeiros colocados no exame vestibular, conforme o seguinte critério: 1º e 2º lugar – 100%; 3º e 4º lugar – 90%; 5º e 6º lugar – 80%; 7º e 8º lugar – 70%; 9º e 10º lugar – 60%. Também serão concedidas quatro bolsas integrais para alunos que comprovarem dificuldade econômica.

  • Administração Pública (SP) – são oferecidas bolsas de 100% para os cinco primeiros colocados no exame vestibular. Também são oferecidas até cinco bolsas integrais para alunos com dificuldade econômica comprovada.

  • Ciências Sociais (RJ) – bolsa de 100% por mérito para o primeiro e segundo colocados na classificação do ENEM. Também são oferecidas bolsas por mérito para os 10 primeiros classificados no exame vestibular, conforme o critério a seguir: 1º e 2º lugar – 100%, 3º e 4º lugar – 90%, 5º e 6º lugar – 80%, 7º e 8º lugar – 70%, 9º e 10º lugar – 60%. 

  • História (RJ) – bolsa de 100% por mérito para o primeiro e segundo colocados na classificação do ENEM. Também são oferecidas bolsas por mérito para os 10 primeiros classificados no exame vestibular, conforme o critério a seguir: 1º e 2º lugar – 100%, 3º e 4º lugar – 90%, 5º e 6º lugar – 80%, 7º e 8º lugar – 70%, 9º e 10º lugar – 60%. 

  • Matemática Aplicada (RJ) – bolsa de 100% para os oito primeiros colocados no vestibular que realizarem matrícula para início do curso no 1º semestre de 2013. Também são oferecidas duas bolsas de 100% para os dois primeiros colocados no Enem. Há ainda outros tipos de bolsa por mérito considerando o desempenho do aluno nas Olimpíadas de Matemática.

  • Economia (RJ) – bolsa de 100% por mérito para os cinco primeiros colocados na classificação do ENEM com média aritmética das notas das provas objetivas e da redação igual ou superior a 800. Também são oferecidas bolsas integrais aos dez primeiros classificados no exame vestibular e bolsas de 50% para os candidatos classificados entre 11° e 30° lugar.

  • Economia (SP) – são oferecidas até cinco bolsas de 100% por mérito para os cinco primeiros colocados no exame vestibular, e até cinco bolsas por mérito, para o 6° ao 10° colocados, cujo percentual de isenção da mensalidade será definido, em cada caso, pela Diretoria.


Fundo de Bolsas FGV
Fundado em 1965, o Fundo de Bolsas da FGV busca garantir os estudos a alunos de graduação que não possuem condições financeiras. Para os cursos de São Paulo, o financiamento é de 20% até 100% do valor da mensalidade e o aluno passa a pagar depois de um ano do término da sua graduação. Não há cobrança de taxa de juros, os valores das mensalidades são corrigidos pelo IGPM.

O Fundo de Bolsas é mantido por meio de doações de empresas, pessoas físicas, ex-alunos e com o reembolso dos ex-bolsistas. Todos os casos são analisados por uma comissão de professores.

Para os cursos do Rio de Janeiro, poderão ser concedidas bolsas parciais de demanda social semestralmente renováveis, de acordo com os critérios estipulados por cada Escola.

Mais informações sobre a oferta de bolsas estão disponíveis no manual do candidato, no site do vestibular (www.fgv.br/vestibular), onde o candidato deve se inscrever. No Rio de Janeiro, as inscrições estarão abertas até o dia 30 de setembro e em São Paulo até o dia 16 de outubro. Os interessados têm até as 18h do dia 16 de agosto para aproveitar as condições especiais na taxa de inscrição, pagando R$ 75,00. Após esse horário, será cobrado o valor integral: R$ 150,00. Vale ressaltar que os alunos da rede pública do Rio de Janeiro têm até o dia 23 de setembro para solicitar a isenção da taxa de inscrição, mediante comprovação por documentos. Em São Paulo, a documentação pode ser entregue até o dia 14 de outubro.

Vagas oferecidas

  • Rio de Janeiro – 50 em Administração (10 para o ENEM); 50 em Ciências Econômicas (10 para o ENEM); 30 em Matemática Aplicada (6 para o ENEM); 50 em Ciências Sociais (10 para o ENEM); 50 em História (10 para o ENEM) e 50 em Direito (10 para o ENEM).

  • São Paulo – 200 em Administração de Empresas; 50 em Administração Pública; 60 em Ciências Econômicas e 60 em Direito.

Informações: 0800 770 0423 ou vestibulares@fgv.br

sábado, 3 de agosto de 2013

E agora, ilustres magistrados???


Depois do "fantástico show" perpetrado no julgamento, para atender aos vampirescos anseios da Veja, da Globo e da Folha, principalmente, mas não exclusivamente, escondendo o digníssimo relator que seu filho também foi beneficiado pela grana do Marcos Valério; fingindo que não sabiam que quem soltou os milhões para o Marcos Valério distribuir foi o banqueiro Daniel Dantas; escamoteando provas que inocentariam alguns dos acusados; julgando em primeira e última instância quem não poderia ser julgado naquela Corte em primeiro lugar; e outros etcs... agora é a hora da verdade. E quem está dizendo isso não é algum Petralha, é o Estadão de São Paulo, que também apoiou o "fantástico show" no primeiro semestre.





Feitiço contra feiticeiros no STF

Após quatro meses de espetáculo pela TV, a notícia é que alguns ministros do STF estão com medo de rever seus votos no julgamento do mensalão


Às vésperas da retomada do julgamento da Ação Penal 470, quando o STF irá examinar os recursos dos 25 condenados, o ambiente no tribunal é descrito da seguinte forma por Felipe Recondo e Debora Bergamasco, repórteres do Estado de S. Paulo, com transito entre os ministros: 
“(...) há ministros que se mostram ‘arrependidos de seus votos’ por admitirem que algumas falhas apontadas pelos advogados de defesa fazem sentido. O problema (...) é que esses mesmos ministros não veem nenhuma brecha para um recuo neste momento. O dilema entre os que acham que foram duros demais nas sentenças é encontrar um meio termo entre rever parte do voto sem correr o risco de sofrer desgaste com a opinião pública.”
 
Pois é, meus amigos. 
 
Após quatro meses de espetáculo pela TV, a notícia é que alguns ministros do STF estão com medo. Não sabem como “encontrar um meio termo entre rever parte de seu voto sem correr o risco de sofrer desgaste com a opinião pública.”
 
É preocupante e escandaloso. 
 
Não faltam motivos muito razoáveis para um exame atento de recursos. Sabe-se hoje que provas que poderiam ajudar os réus não foram exibidas ao plenário em tempo certo. Alguns acusados foram condenados pela nova lei de combate à corrupção, que sequer estava em vigor quando os fatos ocorreram – o que é um despropósito jurídico. Em nome de uma jurisprudência lançada à última hora num tribunal brasileiro, considerou-se que era razoável “flexibilizar as provas” para confirmar condenações, atropelando o direito à ampla defesa, indispensável em Direito. Centenas de supressões realizadas pelos ministros no momento em que colocavam seus votos no papel, longe das câmaras de TV, mostram que há diferença entre o que se disse e o que se escreveu. 
 
O próprio Joaquim Barbosa suprimiu silenciosamente uma denúncia de propina que formulou de viva voz, informação errada que ajudou a reforçar a condenação de um dos réus, sendo acolhida e reapresentada por outros ministros. 
 
Eu pergunto se é justo, razoável – e mesmo decente – sufocar esse debate. Claro que não é. 
É perigoso e antidemocrático, embora seja possível encher a boca e dizer que tudo o que os réus pretendem é ganhar tempo, fazer chicana. Numa palavra, garantir a própria impunidade. 
 
Na verdade estamos assistindo ao processo em que o feitiço se volta contra o feiticeiro. E aí é preciso perguntar pelo papel daquelas instituições responsáveis pela comunicação entre os poderes públicos e a sociedade – os jornais, revistas, a TV. 
 
O tratamento parcial dos meios de comunicação, que jamais se deram ao trabalho de fazer um exame isento de provas e argumentos da acusação e da defesa, ajudou a criar um clima de agressividade e intolerância contra toda dissidência e toda pergunta inconveniente.
 
Os réus foram criminalizados previamente, como parte de uma campanha geral para criminalizar o regime democrático depois que nos últimos anos ele passou a ser utilizado pelos mais pobres, pelos eternamente excluídos, pelos que pareciam danados pela Terra, para conseguir alguns benefícios – modestos, mas reais -- que sempre foram negados e eram vistos como utopia e sonho infantil. 
 
(A prova de que se queria criminalizar o sistema, e não corrigir seus defeitos, foi confirmada pelo esforço recente para sufocar toda iniciativa de reforma política, vamos combinar.)
 
No mundo inteiro, os tribunais de exceção consistem, justamente, num espetáculo onde a mobilização é usada para condicionar a decisão dos ministros. 
 
“Morte aos cães!”, berravam os promotores dos processos de Moscou, empregados por Stalin para eliminar adversários e dissidentes. 
 
Em 1792, no Terror da Revolução Francesa, os acusados eram condenados sumariamente e guilhotinados em seguida, abrindo uma etapa histórica conhecida como Termidor, que levou à redução de direitos democráticos e restauração da monarquia. 
 
No Brasil de 2013, a pergunta é se os ministros vão se render ao medo.

fonte: http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/colunista/48_PAULO+MOREIRA+LEITE

Paulo Moreira Leite
Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu "A Mulher que Era o Outro General da Casa".

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Resultado do "choque de gestão" tucana em MG

A situação econômica do governo mineiro obrigou o governador Anastasia a anunciar, ontem, diversos cortes nos seus gastos que repercutirão fortemente nas eleições de 2014, a começar pela desarticulação de sua base aliada, apoiada em cargos distribuídos desde as gestões Aécio Neves.
A situação já estava grave em termos das projeções eleitorais. Pesquisa interna do PSDB teria indicado, antes das manifestações de junho, que o candidato Fernando Pimentel teria 35% das intenções de voto para governador, seguido por Marcio Lacerda (12%). O melhor cenário para o PSDB não ultrapassava os 4% de intenção de votos.
Agora, a nau começa a fazer água por todos os lados e vai exigir remendos urgentes.
Abaixo, faço um resumo da situação de queda da receita estadual e as medidas anunciadas pelo governo estadual mineiro:
}Redução de 700 milhões de reais do ICMS do setor elétrico
}Redução do repasse do FPE
}Déficit de 300 milhões no recolhimento da CIDE
}
}Medidas tomadas (impacto sobre base aliada)
}Redução das 23 secretarias para 17, em 2014
}52 cargos do alto escalão do governo serão extintos
}Redução de 20% dos cargos de confiança, implementação de restrição de consultorias, e proibição de viagens nacionais e internacionais dos servidores públicos pagas pelo Estado
}Fusão da Secretaria do Trabalho com a Secretaria de Desenvolvimento Social;

}da Secretaria de Esportes com a Secretaria de Turismo e com a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo; da Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária com a Secretaria de Agricultura; da Secretaria Extraordinária de Gestão Metropolitana com a Secretaria de Desenvolvimento Regional e Política Urbana; Secretaria Extraordinária de Coordenação de Investimentos Estratégicos será transformada em Assessoria Especial da Governadoria
Postado por às 09:20 fonte: http://rudaricci.blogspot.com.br/2013/08/crise-no-governo-anastasia.html

Uma nova revista digital, vale a pena conferir e participar!


A Revista Eletrônica do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte está recebendo artigos científicos, baseados em pesquisas sobre a cidade de Belo Horizonte, sobre o campo de estudos arquivísticos, ou sobre a prática de educação patrimonial em instituições de memória. Além de artigos, a revista também está recebendo resenhas de obras e propostas de estratégias pedagógicas para diferentes níveis de ensino, priorizando contribuições relacionadas à história de Belo Horizonte e sua região metropolitana. O material deve ser encaminhado para o e-mail: reapcbh.fmc@pbh.gov.br até o dia 30 de setembro de 2013.
 
As normas de publicação podem ser visualizadas no site: www.pbh.gov.br/cultura/arquivo.