sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A guerra contra os pobres nos EUA

Será que é algo parecido com isso que os black blocs de gravatas de seda desejam para o Brasil?


A guerra contra os pobres nos EUA

Estudo mostra que bases republicanas são conscientes de sua condição de brancos em um país no qual isso é cada vez mais minoritário. Por Paul Krugman



Ultimamente John Kasich, governador republicano de Ohio, tem feito algumas coisas surpreendentes. Em primeiro lugar, driblou a assembleia legislativa de seu Estado — controlada por seu próprio partido — para levar adiante o programa Medicaid, financiado com fundos federais e uma peça importante da reforma sanitária de Obama. Depois, em defesa de sua atuação, disparou contra seus aliados dizendo: “Me preocupa o fato de que, aparentemente, está sendo travada uma guerra contra os pobres. Ou seja, que se você é pobre é porque, de alguma maneira, você é um incompetente e um vagabundo”.
 
Evidentemente, Kasich não é o primeiro a fazer essa observação. Mas o fato de que venha de um republicano respeitado (ainda que já nem tanto), precisamente de alguém que tinha fama de ser um agitador de ideias conservadoras, é revelador. A hostilidade republicana para com os pobres e os desfavorecidos se exacerbou até tal ponto que, na verdade, o partido já não defende outra coisa, e só um observador obstinado e em sua cegueira pode ser incapaz de vê-lo.
 
A grande pergunta é: “Por quê?”. Mas antes vamos falar um pouco do que está corroendo a direita.
 
Às vezes ainda vejo alguns especialistas declararem que o que move o Tea Party é, basicamente, a preocupação pelos déficits orçamentários. Fantasias. Leiam as cascatas de Rick Santelli, da CNBC: não há uma só menção aos déficits. Existe, sim, um bombardeio contra a possibilidade de que o Governo ajude os “perdedores” a evitar a execução de suas hipotecas. Ou leiam as transcrições de Rush Limbaugh ou de outros convidados radiofônicos da direita. Não contém muito sobre a responsabilidade fiscal, mas sim sobre como o Governo recompensa os vagabundos que não merecem.
 
Os líderes republicanos tentam moderar um tanto sua linguagem, mas é questão mais de tom que de conteúdo. Não cabe dúvida de que continua enaltecendo a ideia de assegurar-se de que os pobres e os desafortunados recebem a menor ajuda possível, e de que — tal como o expressou o deputado Paul Ryan, presidente da Comissão Orçamentária da Câmara de Representantes — o colchão de proteção social está se transformando em “uma rede na qual se balançam as pessoas fisicamente sãs para que vivam da dependência e da complacência”. Suas propostas orçamentárias incluem cortes selvagens dos programas de proteção social como os cupons para alimentos ou o programa Medicaid.
 
Toda essa hostilidade contra os pobres culminou com a negativa verdadeiramente incrível de muitos Estados em participar na ampliação do Medicaid. Lembrem que o Governo federal pagaria esta ampliação, e que o dinheiro que se gastasse iria em benefício dos hospitais e da economia local tanto como dos receptores diretos. Mas acontece que a maioria dos Governos dos Estados sob controle republicano estão dispostos a pagar um alto preço econômico e fiscal para garantir que a ajuda não chegue aos pobres.
 
A questão é que as coisas nem sempre foram assim. Retrocedamos por um momento a 1936, quando Alf Landon foi nomeado candidato a presidente pelos republicanos. Em muitos sentidos, seu discurso de investidura antecipava temas que os conservadores fazem seus hoje em dia. Se lamentava de que a recuperação econômica era incompleta e pela persistência do desemprego elevado, e atribuía a debilidade crônica da economia a uma excessiva intervenção do Estado e à incerteza que, segundo ele, esta provocava.
 
Mas também disse: “Da Depressão se desprende não apenas a dificuldade da recuperação, mas também o problema igualmente grave da proteção dos desempregados até que se alcance a recuperação. Dar assistência em todo momento é simplesmente um dever. Nós, os membros de meu partido, nos comprometemos a não descuidar nunca desta obrigação”.
 
Podem imaginar um candidato republicano dizer algo assim hoje em dia? Desde já, não em um partido comprometido com a ideia de que os desempregados ganham tudo muito fácil; de que o seguro de desemprego e os vales-alimentação os deixam tão satisfeitos que não encontram nenhuma motivação para sair e buscar trabalho.
 
Então, qual é o xis da questão? Em um recente ensaio, o sociólogo Daniel Little insinuava que uma das razões é a ideologia do mercado: se o mercado sempre tem razão, então as pessoas que acabam na pobreza é porque merecem ser pobres. E eu acrescentaria que alguns dirigentes republicanos representam em suas mentes fantasias libertárias adolescentes. “É como se neste momento estivéssemos vivendo em uma novela de Ayn Rand”, dizia Paul Ryan em 2009. Mas, como afirma Little, também está o estigma que nunca se apaga: a raça.
 
Em um relatório recente citado em múltiplas ocasiões, a Democracy Corps, uma organização de tendências democratas dedicada aos estudos de opinião, expunha as conclusões dos grupos de debate com membros de diferentes facções republicanas. Descobriram que as bases republicanas são “muito conscientes de sua condição de brancos em um país no qual isso é cada vez mais minoritário”, e que consideravam que o sistema de proteção social ajuda aos outros, não as pessoas como eles, e vincula a população não branca ao Partido Democrata. E, efetivamente, a ampliação do programa Medicare que muitos Estados estão recusando teria favorecido de forma desproporcional os negros pobres.
 
Assim que é verdade que se está travando uma guerra contra os pobres, coincidindo com — e aprofundando em — o padecimento que ocasiona uma economia com problemas. E essa guerra é agora o assunto central e definidor da política nos Estados Unidos. 
 
Tradução: Liborio Júnior
Fonte: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/A-guerra-contra-os-pobres-nos-EUA/7/29456

Os black blocs de gravatas de seda

Tá difícil saber quem é mais perigoso? Eu acho que não...



Os black blocs de gravata de seda

Há uma violência que campeia invisível no Brasil. Em vez de máscaras, ternos de corte fino; gravatas são de seda, italianas. Eles se avocam o mercado.

por: Saul Leblon
Há uma violência que campeia invisível no Brasil nos dias que correm. Em vez de máscaras, ternos de corte fino; as gravatas são de seda, italianas. O uniforme, de grifes famosas, que faíscam nas vitrines da Via Condotti, em Roma, adorna protagonistas  confortavelmente instalados no anonimato de uma legenda poderosa.

Eles se avocam ‘o mercado’. Do rosto desconhecido ecoam decibéis sustenidos. Ora de forma cifrada, ora escancarada, o alarido martela diuturnamente. Suas sentenças tem a dureza dos vereditos inapeláveis. Nas chantagens irrecorríveis, opera um amplo sistema de difusão.

Os  black blocs do dinheiro graúdo não legitimam aqueles outros, que se instalam no confortável papel de implodir  o patrimônio público nas ruas, indiferentes ao  árduo compromisso de democratizá-lo (leia as análises de Marco Aurélio Weissheimer e Wanderley Guilherme dos Santos; nesta pág).

Mas não são menos violentos no menosprezo pelo destino da sociedade e a sorte do seu desenvolvimento.
Há quem arrisque dizer que são almas gêmeas, produto de um mesmo tempo e de uma mesma lógica. Diferem na escala.

E isso deveria significar alguma coisa para aqueles que imaginam implodir o sistema chutando uma cabine de caixa eletrônico.

As labaredas nas escaramuças de rua formam uma espécie de tanquinho de areia perto dos incêndios estruturais que ameaçam ou ardem em torno de um alvo maior.

‘O mercado’ não reconhece os compromissos compartilhados que tornam possível a vida em sociedade.

Menos ainda a supremacia do interesse público sobre a ganância, que toma de assalto recursos, como se não houvesse amanhã.

‘O mercado’ acusa o governo Dilma de  obstruir  seu livre curso.

Centuriões avisam que ‘o mercado’ quer um Brasil com a legislação trabalhista da China.

Sem a contrapartida do Estado chinês.

Quer uma taxa de desemprego espanhola, de 26%, para dobrar de joelhos o custo Brasil.

Mas sem a indigência falimentar do Estado espanhol.

‘O mercado’ quer um Brasil desossado,  à moda grega.

Mas com o charme de Paris, sem o IPTU do Haddad.

É esse cosido de país dilacerado que os blac blocks de gravata de seda reivindicam no noticiário econômico inflamável dos dias que correm.

Quanto custará a paralisia que essa guerra de expectativas pode trazer –já está trazendo--  ao investimento, enquanto múltiplos de bilhões se refugiam no abrigo da liquidez de curto prazo ?

Difícil dizer. Mas não é descabido afirmar: são valores suficientes para decepar um pedaço do futuro daqueles que hoje imaginam estilhaçar o sistema chutando ícones dele na avenida Paulista.

O Brasil, como se sabe pelas sirenes do noticiário,  patina em baixa taxa de poupança interna (embora R$ 6,7 trilhões de riqueza financeira estejam aplicados em papéis de curto prazo); seu investimento (por isso) desliza;  as exportações definham diante da competitiva manufatura chinesa (que traz embutido o comando econômico do PC da China); as importações vão  de vento em popa nas velas de um câmbio valorizado, cujo ajuste requer uma pactuação que não esfarele o poder de compra dos salários...

E assim por diante.

Há dois caminhos: conversar sobre o assunto e eleger linhas de passagem para superar a teia dos impasses atuais -- isso quem faz é a disputa política, ou decidir que a fatalidade lacrou o futuro brasileiro.

Há exatamente dois anos, em novembro de 2011,  indignados espanhóis ocuparam as ruas num misto de voluntarismo e aversão ao sistema político.
Cravaram uma abstenção de 30% nas eleições gerais.

A captura do Estado espanhol pelos mercados foi avassaladora. A vitória incondicional do extremismo conservador, com as consequências hoje sabidas, pesará sobre o futuro de sucessivas gerações de espanhóis.

Os blac blocks de gravata de seda, extremamente competitivos, querem cumprir suas metas e bônus, não se  importam com a sorte da nação.

 É deles o lema que pulsa no noticiário isento: deve haver um abismo no mundo onde cabe esse país que só não afundou ainda por falta de uma cova do seu tamanho.

As labaredas desse incêndio incontrolável  irrompem no jornal da manhã e reacendem no noticiário da noite.

A mensagem das chamas tem um alvo: 2014.

‘O mercado’ não quer mais a ‘gastança social’ do PT, nem o   ‘intervencionista’ de Dilma.

Mas  ‘o mercado’ quer entrar no Brasil de qualquer jeito para desfrutar da sua riqueza e do seu mercado.

Há uma fila de espera de dez instituições financeiras internacionais querendo entrar na economia brasileira nesse momento.

As licenças do governo demoram até dois anos para serem liberadas.

Os gravatões de seda consideram isso um acinte.

O insuspeito noticioso do amigável  Valor Econômico admite que o governo Dilma autorizou o ingresso de quase 8 bancos por ano desde 2011.

Acima até da média de Lula, de seis bancos/ano.

Mas nada que se compare ao desempenho de FHC: 18,4 bancos por ano.

O governo Dilma acaba de autorizar os bancos Bradesco, Itaú e Banco do Brasil a aumentarem de 20% para 30% a participação estrangeira no seu capital.

Os black blocs enrolam a gravata de seda e espiam por cima dos óculos de aro made in France.

O problema é que Dilma quer saber exatamente o que o capital estrangeiro vem fazer aqui e que vantagem trará ao país.

‘O estilo ultradetalhista da presidente tem alimentado suspeitas de que existe um viés nacionalista contra o aumento da participação estrangeira em instituições financeiras’, justifica o amigável Valor.

A presidente do Brasil só autoriza banco novo se ficar demonstrado o interesse do país na operação.

Dilma quer saber o que o banco fará pelo financiamento de longo prazo indispensável a um novo ciclo de desenvolvimento.

A Presidenta faz o que determina a Constituição. E o que determina a Constituição  o ‘mercado ‘ rejeita.

Agora ela quer disciplinar o acesso à riqueza mineral do subsolo brasileiro.

O governo quer realizar leilões de reservas minerais comprovadas, cujo risco é zero.

E elevar de 2% para 4% os royalties sobre a atividade mineradora.

O Brasil está entre os maiores exportadores de minério de ferro do mundo. Só o faturamento da Vale do Rio Doce em 2012 foi de R$ 90 bilhões.

A arrecadação de royalties de todo o setor mineral brasileiro no ano passado rendeu ao caixa do Estado pouco mais de R$ 2 bilhões.

A acusação mais branda que se ouve no setor é a de que o governo está querendo fazer caixa para persistir na gastança fiscal.

Ideólogos dos blac blocks de gravata de seda, lotados na FGV, vaticinam: ou o Brasil derruba a política de reajuste do salário mínimo em 2014 –que beneficia também os aposentados, ou o PT vai imitar Haddad, em 2015, e taxar mais os ricos para sustentar os pobres.

O país está entre esses dois fogos.

Que fazer?

Salpicar o país de  fogueiras esparsas que rendem uma manchete exclamativa na Folha de amanhã?

Ou montar um poderoso contrafogo de barragem política, que amplie a abrangência e a profundidade da agenda progressista?

A ver.

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Os-black-blocs-de-gravata-de-seda/29452

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O procurador que prevarica... está virando moda?

É... tá difícil confiar na Justiça....


ter, 05/11/2013 - 10:57 - Atualizado em 05/11/2013 - 13:59
 
O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) deve ao país uma investigação sobre a atuação do ex-Procurador Geral da República Antonio Fernando de Souza na Ap 470.
 
Souza escondeu deliberadamente investigações da Polícia Federal comprovando o pagamento da BrT - controlada na época pelo Banco Opportunity, de Daniel Dantas - para as agências de Marcos Valério. O pagamento - irregular, sem contrapartida de serviços - era a comprovação cabal de que Dantas era dos principais financiadores do chamado "mensalão".
 
Ontem, o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) reafirmou a irregularidade do pagamento, ao aplicar multa irrisória de R$ 200 mil a dois ex-diretores da empresa, Carla Cico e Paulo Pedrõ Rio Branco - por "terem dispnesado procedimentos de controle interno da companhia".
 
O processo foi aberto pela CVM em 2006, devido a denúncias de que os pagamentos visavam mascarar contribuições políticas. Pelo inquérito da CVM, foram feitos em regime de urgência sem justificativa clara para a contratação das agências.
 
Todos os elementos constituíam-se mais do que meros indícios de que os recursos destinavam-se a bancar o "mensalão".
 
Esses dados constavam do inquérito da Polícia Federal remetido para a PGR.  Antonio Fernando ignorou propositalmente todos os dados, não incluiu o Opportunity ou a BrT na AP 470. Tempos depois, aposentado, assumiu um escritório de advocacia que ganhou polpudo contrato da BrT.
 
 
CAPÍTULO I  
DOS CRIMES PRATICADOS  POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL
Prevaricação
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: 
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa. 
 
Do Valor Econômico
 
05/11/2013 às 05h00
 
Conselho multa BrT por contratar SMP&B
 
Por Maíra Magro | De Brasília
 
O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), mais conhecido como Conselhinho, aplicou uma multa somada de R$ 200 mil a dois ex-diretores da Brasil Telecom (BrT), por "descumprimento do dever de diligência" ao contratar as agências de publicidade SMP&B e DNA Propaganda, do empresário Marcos Valério, em 2003 e 2004. Os fatos ocorreram pouco antes da eclosão do escândalo do mensalão, no ano seguinte.
 
Para o Conselhinho, os dois executivos dispensaram os procedimentos de controle interno da companhia ao fazer pagamentos às agências. As multas foram fixadas em R$ 150 mil para a ex-diretora presidente da BrT, Carla Cico, e em R$ 50 mil para o ex-diretor financeiro da companhia, Paulo Pedrão Rio Branco. Ontem, o conselho publicou um resumo da decisão.
 
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia multado os executivos em dobro, ao analisar o processo em 2009. Eles recorreram para o Conselhinho, instância administrativa final nesse caso, e conseguiram reduzir a quantia pela metade. Agora, só cabe questionamento no Judiciário.
 
O processo foi aberto na CVM em 2005, motivado por denúncias de que companhias abertas teriam feito pagamentos a agências de Marcos Valério como forma de mascarar contribuições para campanhas políticas - e não para pagar por serviços de publicidade. A BrT aparecia como uma das empresas citadas.
 
Um relatório de inspeção da CVM verificou, na época, que quatro pagamentos feitos pela BrT à SMP&B e à DNA, em 2003 e 2004, não seguiram os procedimentos formais internos da companhia para esse tipo de contratação. As notas fiscais questionadas totalizaram R$ 4,4 milhões.
 
O documento diz que não houve cotação de preços e, em alguns casos, pagamentos foram adiantados em regime de urgência ou exceção. Também afirma que não houve justificativa clara para a contratação das agências. Como os dois ex-diretores aprovaram os pagamentos na época, eles foram considerados responsáveis.
 
Já a defesa alegou que a contratação das agências observou o Manual de Compras da BrT, que previa a possibilidade de contratações especiais. Argumentou ainda que o relacionamento comercial com a SMP&B e a DNA foi suspenso assim que surgiram as denúncias de irregularidades.
 
Ao julgar o recurso de Carla e Rio Branco, na semana passada, o Conselhinho entendeu que os dois descumpriram o dever de diligência exigido pela Lei das S/A ao "dispensar controles internos da companhia para contratação das agências de publicidade SMP&B e DNA Propaganda e aprovar pagamentos para tais agências". O dever de diligência é a obrigação dos administradores de ter cuidado e atenção no exercício de suas funções, para não expor a empresa a riscos.
 
A decisão foi tomada por seis votos a dois. O conselheiro Waldir Quintiliano, relator do caso, votou pela manutenção das multas definidas pela CVM. Outros conselheiros se posicionaram de diferentes maneiras, pelo arquivamento do processo, aplicação de advertência ou redução da multa pela metade.
 
Com a disparidade de posicionamentos, a decisão foi tomada pelo procedimento de "votação múltipla". Os conselheiros escolhem, sucessivamente, a penalidades adequada entre sugestões mais brandas e mais pesadas, até se chegar a um denominador comum.
 
Em 2008, a BrT foi comprada pela Oi. Procurada pelo Valor, a Oi não quis se manifestar. Os advogados dos dois executivos não retornaram as ligações até o fechamento.
 
Leia mais em:
 

OS HOMENS SE COMUNICAM POR BAIXO DO MAR

Algo em que o Brasil foi um dos primeiros... e perdeu a liderança!


 
OS HOMENS SE COMUNICAM POR BAIXO DO MAR

Ficou sem sinal de internet? Pode ser uma baleia enrolada em um cabo submarino. Pulsos de luz embaixo do oceano transmitem 99% da comunicação global
 
Aos olhos de uma civilização extraterrestre, a nossa sociedade poderia ser identificada como a de criaturas que se comunicam por baixo do mar. 99% das comunicações entre continentes acontecem na forma de pulsos de luz embaixo do oceano, que viajam através dos 900 mil km de cabos submarinos que rodeiam o planeta e chegam aos lugares mais isolados. Há cabos que cruzam da Alemanha à Coreia do Sul e do Reino Unido ao Japão, e outros que conectam o Ártico ou as remotas ilhas do Pacífico. Uma infraestrutura gigantesca que permite que falemos em tempo real de um extremo ao outro do globo.
O engenheiro Paul Deslandes trabalhou durante os últimos 15 anos na instalação de cabos de fibra ótica e viveu as situações mais pitorescas. “Em Suriname”, lembra, “encontramos uma anaconda junto com os cabos. E em Guiné, um grande crocodilo em um manguezal”. Em 2004, Deslandes participou da instalação do cabo de 2.700 km que une a Noruega com as ilhas de Svalbard, no Ártico, a 600 metros de profundidade. “Os habitantes destes lugares”, conta, “se surpreendem quando nos veem porque pensam que as comunicações vêm por satélite, não que emergem de uma praia”.
Segundo dados do ICPC (International Cable Protection Committee), o Comitê Internacional para Proteção dos Cabos, cada ano acontecem entre 100 e 150 cortes de cabos submarinos, com consequências para a comunicação de diferentes regiões. “Os danos são provocados sobretudo por âncoras de barcos ou deslocamentos de terra causados por atividade sísmica”, assegura John Walters, chefe de manutenção da Global Marine, uma das principais empresas de reparação de cabos submarinos. Sua companhia dispõe de sete navios no Atlântico, no Pacífico e no Índico e cada uma das embarcações, segundo o site espanhol lainformacion.com, realiza uma dúzia de reparações por ano.
Alguns defeitos dos cabos submarinos são provocados pela atividade da fauna marinha. Entre 1877 e 1955, foram documentados 16 cortes de cabos telegráficos causados por baleias, que se enrolam neles, e frequentemente os peixes comiam o revestimento de guta-percha, uma espécie de borracha. Em 1989, os cabos de fibra ótica que passam pelas ilhas Canárias falharam em quatro ocasiões como consequência de mordidas de tubarões. “Eles se sentiam atraídos pelos campos magnéticos”, explica Walters, “mas as melhoras no desenho dos cabos estão eliminando o problema”.
Hoje em dia, os maiores destroços são produzidos por grandes sismos e deslizamentos de terra. Em 2005, um terremoto deixou o Paquistão isolado e, um ano depois, um sismo ao sul de Taiwan cortou a comunicação na Ásia durante dias, impossibilitando transações bancárias e mensagens de spam. Vários cortes em águas do Egito silenciam o Oriente Médio temporariamente nos últimos anos. “Os casos de sabotagem são raros”, relata Walters, “mas tivemos alguns roubos de cabos, sobretudo antes de serem de fibra ótica”. Embora parte da infraestrutura estratégica global, os cabos não contam com a proteção especial da maioria dos países. “Só recebem atenção especial na Austrália e na Nova Zelândia”, explica Walters, “onde sanções muito duras são impostas aos pesqueiros e há canais dedicados para proteger as conexões”.
 O primeiro cabo telegráfico submarino foi instalado em agosto de 1850. Uniu Dover, Inglaterra, com Calais, França. O experimento durou pouco: um pesqueiro francês o cortou com suas redes. Dez anos antes, Samuel Morse havia demonstrado que era possível transmitir dados através de fios condutores.
A primeira tentativa de estender um cabo telegráfico através do oceano Atlântico foi promovida em 1858 pelo empresário estadunidense Cyrus West Field, dono da Atlantic Telegraph Company, que incentivou empresários britânicos a desenvolver a indústria. A pobre tecnologia disponível conspirou contra o projeto na época, mas em 1865 e 1866, usando o maior navio a vapor do mundo, o SS Grear Eastern, instalou-se o primeiro cabo transatlântico do mundo. Em 1870, a Índia e o Iêmen ficaram conectados.
O mercado de cabos marítimos seduziu as grandes potências, sobretudo a Grã Bretanha, cujas companhias operavam, em 1892, dois terços de todos os cabos submarinos do mundo; em 1896, de trinta barcos encarregados de monitorar a atividade, vinte e quatro pertenciam à Grã Bretanha.
Em 1923, seu poderio alcançaria 42,7% e a potência seria dona do mercado mais importante: o do mar do Atlântico Norte. A rota que une Estados Unidos com Europa nunca mais deixaria de ser uma das mais utilizadas do planeta.
Estes avanços não promovem apenas mais e melhores comunicações, mas poder político. Durante a Primeira Guerra Mundial as comunicações telegráficas britânicas trabalharam sem parar. Nas primeiras horas da guerra, os cabos alemães foram sabotados. O barco britânico Teleconia, expert em controlar cabos marítimos, buscou, “pescou” e cortou cinco cabos localizados em zonas estratégicas: na cidade de Emdem, fronteira holandesa; e, Brest, na França; nas cidades espanholas de Vigo e Tenerife, e em Nova York. Desta maneira, Grã-Bretanha isolou a Alemanha do mundo.
Não seria a última vez que os destinos do mundo seriam comandados a partir das profundezas de um oceano. Durante a Guerra Fria, por um cabo conhecido como TAT-1, operou a chamada “linha vermelha” que conectava os telefones de Washington e Moscou. O cabo começou a transmitir em 1956, mas o acordo da “linha vermelha” se firmou apenas em 1963, depois da crise dos mísseis de Cuba, que levou o mundo à beira de uma guerra nuclear.
A TeleGeography, uma empresa especializada no mercado de comunicações, elaborou um mapa global que permite conhecer aproximadamente por onde passam esses cabos, descreve as 232 rotas em serviço e as 12 planificadas, revela o destino de 188 cabos e suas zonas de influência.
A Patagônia argentina, apesar de fértil território marítimo, não dispõe de um centímetro de cabo submarino. Tampouco os lugares mais frios do planeta: a Antártida e o norte da Rússia.
A Espanha conta com ramais de cabos em Conil, Cádiz e Estepona, que chegam do norte da Europa e passam pelo Estreito de Gibraltar, além de conexões mais curtas que saem de Valencia, Barcelona ou Ses Covetes (Baleares).
Sob as Canárias, passam diversos cabos que seguem até o sul, costeando a África. Em Bilbao, existe uma conexão com o Reino Unido, principal lugar de entrada dos cabos transatlânticos. Finalmente, Lisboa é o principal ponto de conexão da Península Ibérica com o resto do continente.
O “SeaMeWe-3″ é o cabo mais comprido do mundo. Com 39 mil km de comprimento, une Norden (Alemanha) com Perth (Austrália) e Keoje (Coréia do Sul).
Na América do Sul, o Brasil tem a maior quantidade de cidades cabeadas: Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro, Santos e Florianópolis. Em segundo lugar está a Colômbia, com Riohacha, Barranquilla, Cartagena e Tolu. A rota sulamericana é tranquila em comparação com Nova York e Nova Jersey, cujas águas costeiras escondem mais de vinte cabos submarinos. Algo similar acontece no Egito: em apenas quatro cidades (Abu Talat, Alexandria, Suez, Zafaran) há mais de 17 cabos e no Japão (Ajigura, Chikura, Emi, Maruyama, Miura, Ninomiya, Shima y Wada) há mais de 21.
Alimento de tubarões, brinquedo de pescadores e butim de governos e nações, os cabos submarinos percorrem os continentes, levando e trazendo dados há mais de 150 anos pelas profundidades das águas mais inóspitas do planeta. Tornando possível o mundo em que vivemos.

VÍDEOS   

http://www.youtube.com/watch?v=QH0nJ7cXPDA

Uma dica e um aviso. Interessantes!

Vale a pena divulgar este museu. Eu nunca escutara ou lera nada a respeito. E fiquei sabendo que é uma preciosidade de caráter mundial!

Festa no Cariri
Há 25 anos era criado o Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, no Ceará, maior centro de preservação de fósseis do período Cretáceo no mundo.
http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/10/festa-no-cariri


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Para mais informações:

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

“Rede Globo, fantástico é o seu racismo!”

Eu não vi esta matéria na Rede Globo, pois tenho o prazer de não ligar minha televisão naquele canal. Mas imagino o que deve ter sido esse fantástico show da vida!!!


“Rede Globo, fantástico é o seu racismo!”
Por Douglas BelchiorCarta Capital
(apud mariafro.com)
 
“A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil, deveras sentenciou Joaquim Nabuco. Mas na versão global, ironicamente “inteligente”, ele diz: “O Brasil já é um país mestiço! E não vamos tolerar preconceito!”.
Nas últimas semanas escrevi dois textos sobre a relação entre meios de comunicação, publicidade e humor e a prática de racismo, o primeiro provocado por uma peça publicitária de divulgação do vestibular da PUC-PR e o segundo por conta de um programa de humor que ridicularizava as religiões de matriz africana. Hoje, graças a Rede Globo de televisão, retorno ao tema.
Neste domingo 3 de novembro o programa Fantástico, em seu quadro humorístico “O Baú do Baú do Fantástico”,  exibiu um episódio cujo tema é muito caro para a história da população negra no Brasil.
Passado mais da metade do programa, eis que de repente surge a simpática Renata Vasconcellos. Sorriso estonteante ainda embriagado pela repentina promoção: “Vamos voltar no tempo agora, mas voltar muito: 13 de maio de 1888, no dia em que a Princesa Isabel aboliu a escravidão. Adivinha quem tava lá? Ele, o repórter da história, Bruno Mazzeo!”

O quadro, assinado por Bruno Mazzeo, Elisa Palatnik e Rosana Ferrão, faz uma sátira do momento histórico da abolição da escravidão no Brasil. Na “brincadeira” o repórter entrevista Joaquim Nabuco, importante abolicionista, apresentado como líder do movimento “NMS – Negros, mulatos e simpatizantes”!
Princesa Isabel também entrevistada, diz que os ex-escravos serão amparados pelo governo com programas como o “Bolsa Família Afrodescendente”, o “Bolsa Escola – o Senzalão da Educação” e com Palhoças Populares do programa “Minha Palhoça, minha vida”!
“Mas por enquanto a hora é de comemorar! Por isso eles (os ex-escravos) fazem festa e prometem dançar e cantar a noite inteira…” registra o repórter, quando o microfone é tomado por um homem negro que, festejando, passa a gritar: “É carnaval! É carnaval!”

O contexto
Não acredito que qualquer conteúdo seja veiculado por um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo apenas por um acaso ou sem alguma intencionalidade para além da nobre missão de “informar” os milhões de telespectadores, ora com seus corpos e cérebros entregues aos prazeres educativos da TV brasileira em suas últimas horas de descanso antes da segunda feira – “dia de branco”.
E me perguntei: Por que – cargas d’água, a Rede Globo exibiria um conteúdo tão politicamente questionável? O que teria a ganhar com isso? Sequer estamos em maio! Que “gancho” ou motivação conjuntural haveria para justificar esse conteúdo?
Bom, estamos em novembro. Este é o mês reconhecido oficialmente como de celebração da Consciência Negra. É o mês em que a população  a f r o d e s c e n d e n t e  rememora, no dia 20, Zumbi dos Palmares, líder do mais famoso quilombo e personagem que figura no Livro de Aço como um dos Heróis Nacionais, no Panteão da Pátria. Relevante não?
Estamos também na véspera da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que começa nesta terça, dia 5 e segue até dia 7 de Novembro, em Brasília, momento ímpar de reflexão e debates sobre os rumos das ações governamentais relacionadas a busca de uma igualdade entre brancos e negros que jamais existiu no Brasil. Isso somado à conjuntura de denúncia de violência e assassinatos que tem como principais vítimas os jovens negros, essa Conferência se torna ainda mais importante.
Voltando ao Fantástico, evidente que há quem leia as cenas apenas como um mero quadro humorístico e como exagero de “nossa” parte. Mas daí surge novas perguntas:
Um regime de escravidão que durou 388 anos; Que custou o sequestro e o assassinato de aproximadamente 7 milhões de seres humanos africanos e outros tantos milhões de seus descendentes; e que fora amplamente denunciado como um dos maiores crimes de lesa-humanidade já vistos, deve/pode ser motivo de piadas?
Quantas cenas de “humor inteligente” relacionado ao holocausto; Ou às vítimas de Hiroshima e Nagasaki; Ou às vítimas do Word Trade Center ou – para ficar no Brasil – às vítimas do incêndio na Boate Kiss, assistiremos em nossas noites de domingo?
Ah, mas ex-escravizados festejando em carnaval a “liberdade” concebida pela áurea princesa boazinha, isso pode! E ainda com status de humor crítico e inteligente.
Minha professora Conceição Oliveira diria: “Racismo meu filho. Racismo!”.

A democratização dos meios de comunicação como forma de combate ao racismo

Uma das tarefas fundamentais dos meios de comunicação dirigidos pelas oligarquias e elites brasileiras tem sido a propagação direta e indireta – muitas vezes subliminar, do racismo. É preciso perceber o que está por trás da permanente degradação da imagem da população negra nesses espaços. Há um pensamento racista que é, ao mesmo tempo, reformulado, naturalizado e divulgado para a coletividade.
A arte em forma de publicidade, teledramaturgia, cinema e programas humorísticos são poderosos instrumentos de formação da mentalidade. O que vemos no Brasil, infelizmente, é esse poder a serviço do fomento a valores racistas e preconceituosos que, por sua vez, gera muita violência. A democratização dos meios de comunicação é fundamental para combater essa realidade. No mais, deixo duas perguntas ao governo federal e ao congresso nacional, dos quais devemos cobrar:
O uso de concessão pública para fins de depreciação, desvalorização da população negra e da prática do racismo, machismo, sexismo, homofobia e todos os tipos de discriminação e violência não são suficientes para colocar em risco a concessão destes veículos?
Por que Venezuela, Bolívia e Argentina, vizinhos latino-americanos, avançam no sentido de diminuir a concentração de poder de certos grupos de comunicação e no Brasil os privilégios para este setor só aumentam?
Tantas perguntas…

Mídia: por que Dilma precisa mirar Argentina

Por que o PT tem MEDO da Globo e da Abril?


Mídia: por que Dilma precisa mirar Argentina


Lá, lei que regulamenta comunicação foi aprovada. Por isso, toda a mídia brasileira torce contra governo de Buenos Aires…
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo

Há uma enorme torcida na mídia brasileira contra o governo de Cristina Kirchner. Colunistas brasileiros festejaram “o fim de seu ciclo” na Argentina depois dos resultados das eleições legislativas de domingo.
Mas como mostrou hoje a charge do jornal argentino Página 12: que “derrota” peculiar é aquela em que o governo mantém a maioria no Congresso. Pois foi isso o que aconteceu na Argentina.
E eis que, mal terminada a apuração dos votos, Cristina obtém uma de suas maiores vitórias como presidenta, senão a maior. A Suprema Corte da Argentina aprovou a famosa Ley de Medios.
É uma lei que combate monopólios e estimula a pluralidade nos debates trazidos pela mídia.
O grupo Clarín – uma espécie de Globo local – se bateu quanto pôde contra a lei. Seu ponto – quem acredita nele acredita em tudo – é que se trata de uma legislação contra a liberdade de expressão.
Mentira.
O grupo Clarín poderá continuar a dizer o que quer. Apenas não terá o monopólio da voz. A decisão da justiça encerra a disputa: o Clarín vai ter que se desfazer de parte de seu monstruoso portfólio de mídia.
Conexões com o Brasil são inevitáveis. Até quando a Globo continuará a desfrutar de seu monopólio abjeto, com o qual seus três acionistas herdaram a maior fortuna brasileira?
Até quando a mídia negará aos brasileiros, sem embaraço de qualquer natureza, pluralidade nos debates?
Cristina Kirchner fez uma coisa que nem Lula e nem Dilma (pelo menos até aqui) ousaram: enfrentou a mídia.
Ah, as circunstâncias lá são diferentes, objetarão alguns. Sim, nada é exatamente igual em dois países. Isto é um truísmo. A real diferença entre o caso argentino e o caso nacional reside na bravura de Cristina para combater o bom combate.
No Brasil, há décadas sucessivos governos se acovardam quando se trata de lidar com a mídia. Numa situação patética, as empresas de jornalismo não pagam imposto pelo papel com que imprimem suas publicações, sejam jornais ou revistas.
São os cofres públicos financiando, pelo chamado “papel imune”, empresas riquíssimas empenhadas em perpetuar privilégios nocivos à sociedade.
Outra mamata inacreditável é a reserva de mercado de que a mídia goza, ela que fala tanto na importância do livre mercado.
Num artigo relativamente recente publicado no Globo para defender a reserva, foi dito que as novelas são “patrimônio nacional”, e por isso não podem ser ameaçadas pela concorrência estrangeira. Também foi dito que haveria risco de uma emissora chinesa fazer propaganda de Mao Tsetung, caso instalada no Brasil.
O autor desse beatialógico é o hoje ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, à época advogado do órgão de lobby da Globo, a Abert.
Quanto o poder irrestrito da mídia é ruim para o Brasil foi espetacularmente demonstrado em 1954 e em 1964, quando seus donos conspiraram abertamente contra governo eleitos e fizeram campanhas nas quais a verdade foi a primeira vítima.
Curiosamente, depois de chegar ao poder com uma grande frase segundo a qual a esperança deveria vencer o medo, o PT agiu de forma oposta em relação à mídia. O medo venceu a esperança.
Mesmo sem dentes, mesmo com Ibope em queda livre, mesmo sem ganhar uma única eleição em muitos anos, mesmo ameaçado de morte pela internet, o Jornal Nacional continua a meter medo, melhor, pavor em administrações petistas.
Em Cristina Kirchner, a esperança foi maior que o medo, e o resultado é uma conquista histórica não dela, não de seu governo – mas da Argentina.

Fonte: http://outraspalavras.net/outrasmidias/capa-outras-midias/midia-por-que-dilma-precisa-mirar-argentina/