Eis a resenha.
A 4ª Revolução Industrial já está entre nós
O livro
A quarta revolução industrial é apresentado
por seu autor como “porta de entrada” e “guia” para a compreensão das
implicações econômicas, política e social da quarta Revolução
Industrial. O autor assim define o seu objetivo com a obra: “Minha
intenção é oferecer uma cartilha sobre a quarta revolução industrial: O
que é? O que gerará? Que impactos causará a nós?”
Na opinião de
Schawb já está em curso a
quarta Revolução Industrial. Segundo ele, alguns acadêmicos e profissionais consideram que a inovações tecnológicas em curso -
inteligência artificial,
robótica,
internet das coisas,
veículos autônomos,
impressão em 3D,
nanotecnologia,
biotecnologia,
armazenamento de energia e
computação quântica –
são somente mais um aspecto da terceira Revolução Industrial. Três
razões, no entanto, sustentam para o autor a convicção da ocorrência de
uma quarta e distinta revolução: a
velocidade,
profundidade e
impacto sistêmico que a conduz.
Revoluções produtivas desencadeiam alterações profundas no modo de
produzir e por extensão nas estruturas sociais e econômicas. Mudam
radicalmente as sociedades. Deixaram para trás um modelo – uma forma e
uma visão – de vida e de mundo que não retorna mais. Para
Schwab é isso que está acontecendo.
Ele cita as revoluções anteriores para dar força ao seu argumento. A
Revolução Agrícola (10 mil anos atrás) se fez possível pelas inovações tecnológicas que permitiram domesticar a terra; a
1ª Revolução Industrial (1760 e 1840) foi possível graças à máquina a vapor e ferrovias; a
2ª Revolução Industrial (final do séc. XIX) pelo advento da eletricidade e da linha de montagem; a
3ª (década de 60) em função da revolução digital, do computador.
Agora, nessa virada de século, iniciamos a
4ª Revolução Industrial e como nas revoluções anteriores, inovações tecnológicas a impulsionam:
inteligência
artificial, robótica, internet das coisas, veículos autônomos,
impressão em 3D, nanotecnologia, biotecnologia, armazenamento de energia.
“O que torna a quarta revolução industrial fundamentalmente diferente
das anteriores é a fusão de tecnologias e a interação entre os domínios
físicos, digitais e biológicos”, afirma o autor.
A premissa é de que a quarta revolução irá mudar tudo. Segundo o
autor, a velocidade das inovações e seus impactos são gigantescos. Para
dar números de sua grandiosidade cita o fato de que na década de 1990,
pouco tempo atrás, as três grandes de
Detroit valiam no mercado US$ 36 bilhões e empregavam 1,2 milhões de trabalhadores. Hoje, as três maiores do
Vale do Silício valem US$ 247 bilhões e empregam apenas 137 mil trabalhadores.
Assistimos, diz ele, a disruptores que evidenciam o caráter vertiginoso das mudanças:
Airbnb,
Uber,
Alibaba,
Google (carro autônomo),
WhatsApp são manifestações de algo recentíssimo. O capitalismo está mudando: “O
Uber, a maior empresa de táxis do mundo, não possui sequer um veículo. O
Facebook, o proprietário de mídia mais popular do mundo, não cria nenhum conteúdo.
Alibaba, o varejista mais valioso, não possui estoques. E o
Airbnb, o maior provedor de hospedagem do mundo, não possui sequer um imóvel”, destaca
Tom Goodwin citado por pelo autor.
Schwab faz um alerta: “A questão para todas as
indústrias e empresas, sem exceção, não é mais ‘haverá ruptura em minha
empresa?’, mas ‘quando ocorrerá a ruptura, quanto irá demorar e como ela
afetará a mim e a minha organização?’”.
As megatendências da 4ª Revolução Industrial
Quais são as tecnologias que irão impulsionar a
quarta Revolução Industrial? Segundo o autor, situam-se em três categorias:
física,
digital e
biológica e todas as três estão inter-relacionadas.
Na
categoria física, as quatro principais manifestações são:
veículos autônomos,
impressão em 3D, robótica avançada e
novos materiais.
Veículos autônomos diz respeito a carros, caminhões, aviões, barcos e drones que sem condutor serão capazes de executar várias tarefas.
Impressão 3D:
Consiste na fabricação de um objeto por impressão, camada sobre camada,
de um modelo ou desenho digital em 3D. O processo é o oposto da
fabricação substrativa, isto é, a forma como os objetos foram
construídos até agora: as camadas são removidas de um bloco de material
até que a forma desejada seja obtida. Por contraste, a impressão em 3D
começa com um material desarticulado e, em seguida, cria um objeto em
três dimensões por meio de modelo digital.
Robótica avançada:
Superação de tarefas rígidas e interação. Avanço de sensores que
capacitam os robôs a compreenderem melhor o seu ambiente e empenharem-se
em tarefas variadas.
Novos materiais: Mais leves, mais
fortes, recicláveis e adaptáveis. Destacam-se aqui os nanomateriais
como o grafeno (200 vezes mais forte que o aço, milhões de vezes mais
fino que um cabelo humano e eficiente condutor de calor e eletricidade).
A
categoria digital, diz respeito a
Internet das coisas – IdC
- relação entre as coisas serviços e pessoas através de plataformas
digitais – aplicativos, a possibilidade de rastreamento, monitoramento
de produtos e também de pessoas.
Na
categoria biológica, o autor destaca as inovações
no campo da biologia, particularmente na genética. Cita os avanços
gigantescos no seqüenciamento genético. Destaca que o projeto genoma
levou dez anos para ser concluído a um custo de US$ 2,7 bilhões. Hoje,
um sequenciamento de genoma é feito em poucas horas e custa menos de US$
1 mil. O próximo passo, diz ele, é a biologia sintética capaz de
modificar organismos já existentes, alterando seus códigos genéticos
possibilitando a criação de organismos personalizados. Os cientistas
esperam criar micróbios que possam combater o câncer e outras doenças
para as quais ainda não temos cura (medicina de precisão). Outra área é a
da engenharia genética, a capacidade de interferir e modificar seres
vivos (animais, plantas) e adaptá-los a condições adversas. Situa-se
aqui a possibilidade do xenotransplantes, a recriação de órgãos.
Os pontos de inflexão. As coisas já estão acontecendo
Klaus Schwab destaca 21 pontos de inflexão já em
curso na sociedade mundial que manifestam o caráter disruptivo da
4ª Revolução Industrial. Esses pontos estão ancorados numa pesquisa
realizada com 800 executivos de todo o mundo para avaliar as
expectativas com as mudanças. Os resultados se encontram no relatório ‘
Mudança Profunda – Pontos de Inflexão Tecnológicos e Impactos Sociais’ publicado em setembro de 2015 e apresentado no livro.
Destacamos aqui alguns pontos:
Tecnologias implantáveis
O ponto de inflexão: o primeiro telefone celular implantável e disponível comercialmente;
Até 2025: 82% dos entrevistados esperam que este ponto de inflexão ocorra
Do que se trata: dispositivos implantados no corpo permitindo a comunicação, localização, monitoramento (saúde);
A visão como uma nova interface
O ponto de inflexão: 10% de óculos de leitura conectados à internet.
Até 2025: 86% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: Óculos, lentes/fones de ouvido e dispositivo de
rastreamento podem se tornar ‘inteligentes’ e levar os olhos e a visão a
se tornarem a conexão com a internet e os dispositivos conectados.
Tecnologia vestível
O ponto de inflexão: 10% das pessoas com roupas conectadas à internet.
Até 2025: 91% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: As tecnologias que se encontram nos celulares estar
integrada em roupas e acessórios (ex. baba eletrônica vestível – pais
sendo substituído pelos sensores).
Armazenamento de dados para todos
O ponto de inflexão: 90% das pessoas com armazenamento de dados ilimitados e gratuito.
Até 2025: 91% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: usuários terão acesso a plataformas (nuvens) para
armazenar os seus dados gratuitamente sem se preocupar em ‘apagar’ para
liberar mais espaço.
A internet das coisas e para as coisas
O ponto de inflexão: 1 trilhão de sensores conectados à internet.
Até 2025: 89% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: Sensores inteligentes para monitorar ‘tudo’ conectado à internet – percepção do ambiente de forma integral.
A casa conectada
O ponto de inflexão: 50% do tráfego da internet consumida nas casas e aparelhos dispositivos.
Até 2025: 71% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: Controle da energia, ventilação, ar-condicionado,
áudio e vídeo, eletrodomésticos, sistema de segurança, robôs para
serviços.
Cidades inteligentes
O ponto de inflexão: A primeira cidade com mais de 50 mil pessoas e sem semáforos.
Até 2025: 64% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra
Do que se trata: cidades conectarão serviços, redes públicas e estradas à internet.
Big data e as decisões
O ponto de inflexão: O primeiro governo a substituir o censo por fontes de big data.
Até 2025: 83% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: coleta e automatização de dados para servir cidadãos e clientes.
Carro sem motorista
O ponto de inflexão: Carros sem motoristas chegarão a 10% de todos os automóveis em uso nos EUA.
Até 2025: 79% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: carros que dispensam o motorista, mais eficientes e seguros.
A inteligência artificial (IA) e a tomada de decisões
O ponto de inflexão: A primeira máquina de IA a fazer parte de um conselho de administração.
Até 2025: 45% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: armazenamento de dados e informações que auxiliam nas decisões complexas (algoritmos).
Robótica e serviços
O ponto de inflexão: O primeiro farmacêutico robótico dos EUA.
Até 2025: 86% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: robôs agilizando as cadeias de fornecimento.
Bitcoins e blockchain
O ponto de inflexão: 10% do PIB armazenado pela tecnologia de blockchain.
Até 2025: 58% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: moedas e transações digitais.
Economia compartilhada
O ponto de inflexão: globalmente, mais viagens/trajetos por meio de compartilhamento do em carros particulares.
Até 2025: 67% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: compartilhamento e uso de um bem/ativo físico
Ex – uso do carro em comum, da casa... etc
Impressão em 3D e fabricação
O ponto de inflexão: a produção do primeiro carro em 3D.
Até 2025: 84% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra
Do que se trata: Produtos complexos sem equipamentos complexos.
A impressora 3D utilizando plástico, alumínio, aço inoxidável, ligas
de cerâmica simultaneamente em processo de fabricação aditiva.
Impressão em 3D e saúde humana
O ponto de inflexão: o primeiro transplante de um fígado impresso em 3D.
Até 2025: 76% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: utilização de material específicos para produzir órgãos a partir de um modelo digital.
Impressão em 3D e produtos de consumo
O ponto de inflexão: 5% dos produtos aos consumidores impressos em 3D.
Até 2025: 81% dos entrevistados esperam que esse ponto de inflexão ocorra.
Do que se trata: impressão de eletrodomésticos, por exemplo, feitos por qualquer um que tenha uma impressora.
Seres projetados
O ponto de inflexão: nascimento do primeiro ser humanos cujo genoma foi direta e deliberadamente editado.
Do que se trata: o barateamento do seqüenciamento do genoma humano possibilita e a expansão de experimentos.
Neurotecnologias
O ponto de inflexão: O primeiro humano com memória totalmente artificial implantada no cérebro.
Do que se trata: monitorar e comandar a atividade do cérebro.
Impactos da quarta Revolução Industrial
Mercado de trabalho
Na escala e amplitude, a atual revolução tecnológica irá desdobrar-se
em mudanças econômicas, sociais e culturais de proporções tão
fenomenais que chega ser quase impossível prevê-las, alerta
Klaus Schwab.
Particularmente, no
mundo do trabalho, a
4ª Revolução Industrial
será devastadora. O autor comenta que há duas posições em debate:
Aqueles que acreditam num final feliz (trabalhadores deslocados pela
tecnologia encontrarão novos empregos desencadeados pelas novas
tecnologias) e aqueles que vêem um processo crescente de destruição de
empregos. O que está claro é que a onda de inovações irá alterar
profundamente a estrutura ocupacional.
Um estudo da
Oxfam Martin School afirma que os
efeitos das inovações tecnológicas afetará 702 profissões. O estudo
aponta ainda que 47% do emprego total nos EUA está em risco, ou seja,
sofrerá profunda transformação. Haverá alteração também da remuneração:
cargos criativos e cognitivos de altos salários e ocupações manuais de
baixos salários. Muitas relações de trabalho serão alteradas (no sentido
de mudança do padrão do emprego tradicional). Cada vez um número maior
de empregadores utilizará a ‘nuvem humana’ – trabalhadores que podem ser
localizados em qualquer parte do mundo para resolução de problemas e
projetos. As vantagens são a flexibilidade no trabalho, tempo e local.
As desvantagens, porém, é de que se trata de trabalho não regulamentado.
Uma coisa é certa, ainda não é possível prever o que exatamente
acontecerá, mas o talento, mais que o capital, representará o fator
crucial de produção, diz Schwab. Teremos um mercado de trabalho cada vez
mais segregado em segmentos de baixa competência/baixo salário e alta
competência/alto salário. A quarta revolução industrial exigirá e
enfatizará a capacidade dos trabalhadores em se adaptar continuamente e
aprender novas habilidades.
Negócios
Teremos um grande impacto sobre como as empresas deverão ser lideradas, organizadas e administradas. Segundo
Schwab,
a capacidade do líder de continuamente aprender, adaptar-se e desafiar
os seus próprios modelos conceituais e operacionais de sucesso é o que
irá distinguir a próxima geração de lideres comercial bem sucedido.
A
quarta Revolução Industrial obrigará as empresas a imaginar o funcionamento prático entre os mundos
off-line e
on-line
e estabelecer parcerias, principalmente com aquelas que estão na ponta
do capitalismo cognitivo. Por exemplo, a parte eletrônica de um carro
hoje já custa 40% do seu valor.
Essa revolução exigirá também que as empresas consigam combinar as dimensões
digitais, físicas e
biológicas. O exemplo bem sucedido nesse caso é o
Uber: “A popularidade do aplicativo
Uber
começa com a melhor experiência do cliente – acompanhamento da posição
do carro através de um dispositivo móvel, uma descrição dos padrões do
carro e um processo de pagamento dinâmico, evitando atrasos para chegar
ao destino”. Temos aqui a combinação dos bens digitais com o físico e o
biológico (aplicativo-carro-pessoa).
A questão central colocada para as empresas com a chegada da quarta
Revolução Industrial, segundo o autor: “Empresas, indústrias e
corporações enfrentarão pressões darwinianas contínuas e, como tal, a
filosofia para sempre na versão beta (sempre evoluindo) vai se tornar
mais predominante”.
Nacional e Global
Os impactos da
quarta Revolução Industrial no mundo
da política. Os governos – nacionais, regionais e locais – precisam se
reinventar encontrando novas formas de colaboração com os seus cidadãos e
o setor privado. Essa revolução coloca em perspectiva a situação de
‘lidar’ com o empoderamento dos cidadãos. Citando Moisés Naím: “No sec.
XXI, será mais fácil chegar ao poder, mas difícil usá-lo e mais fácil
perdê-lo”.
Como exemplo é mencionado o
WikiLeaks, o confronto
entre uma entidade não estatal e minúscula e um Estado gigantesco. O
autor, porém, faz um alerta, as tecnologias que podem empoderar o
cidadão também podem vigiá-lo.
A
quarta Revolução Industrial terá um impacto
profundo sobre a natureza dos estados e a segurança internacional,
destaca o autor. Estamos diante da possibilidade da guerra cibernética;
dos robôs voadores (drones); de armas autônomas que atacam alvos de
acordo com critérios pré-definidos; da real militarização espacial –
nova geração de armas hipersônicas (12 mil km); de dispositivos
vestíveis – produção de exoesqueletos que melhoram o desempenho dos
soldados; da fabricação aditiva; da reposição de peças no lugar do
conflito; de energias renováveis, a produção de energia no local sem
necessidade de deslocamento ou abastecimento remoto.
Ainda mais, os avanços na nanotecnologia permitirão armas mais leves,
móveis e inteligentes e aumentarão os riscos de armas biológicas: armas
letais que podem se propagar pelo ar; de armas bioquímicas: armas do
tipo ‘faça você mesmo’. Há ainda o desenvolvimento de neurotecnologias
para uso de fins militares. Computadores ligados ao cérebro ou partes do
corpo que poderão desenvolver o soldado biônico. “O cérebro será o
próximo campo de batalha”, afirma James Giordano, citado pelo autor.
Destaca também o crescente uso da ‘mídia social’, plataformas digitais para recrutamento de ‘militantes’. Como exemplo tem-se o
Estado Islâmico do Iraque e da Síria –
ISIS em inglês.
Sociedade-Comunidade-Indivíduo
Na opinião de
Klaus Schwab, a
quarta Revolução Industrial
poderá levar a um aumento da desigualdade. Lembra que metade dos ativos
do mundo é hoje controlado por 1% (os mais ricos) da população mundial,
enquanto a metade mais pobre da população mundial possui em conjunto
menos de 1% da riqueza global. Há uma tendência que a riqueza continue
concentrada, uma vez que o domínio das inovações tecnológicas estará e
será controlada por um pequeno grupo de empresas.
A
quarta revolução industrial, por outro lado, não
está mudando apenas o que fazemos, mas também o que somos. Estamos
frente ao surgimento da sociedade centrada no indivíduo. “Ao contrário
do passado, a noção de pertencer, de fazer parte de uma comunidade, é
hoje definida pelos interesses e valores individuais e por projetos
pessoais que pelo espaço (comunidade local), trabalho e família”,
destaca o autor.
Schwab destaca estudo do
MIT em que
44% dos adolescentes nunca se desplugam, mesmo ao praticar esportes ou
durante a refeição com a família e amigos. “As interrupções freqüentes
dispersam nossos pensamentos, enfraquecem nossa memória e nos deixam
tensos e ansiosos”, afirma
Nicholas Carr, escritor de tecnologia e cultura, citado pelo autor.
Por outro lado, a revolução industrial está redefinindo o que
significa ser humano. Crianças podem ser feitas sob encomendas? Podemos
nos livrar de doenças? Viver mais tempo? Ser mais inteligente? Correr
mais rápido? Ter certa aparência?, pergunta o autor. Isso é desejável?
Quais são as implicações éticas?
O caminho a seguir – Epílogo
Concluindo o livro, o autor expressa a sua posição sobre a quarta
revolução industrial: Segundo ele, “o eventual curso tomado pela quarta
revolução industrial será, em última instância, determinado por nossa
capacidade de moldá-lo de modo que ela desencadeie todo o seu potencial
(...) os desafios são assustadores como as oportunidades convincentes.
Juntos, devemos trabalhar para transformar esses desafios em
oportunidades, ao nos prepararmos de forma adequada – e proativa – para
seus efeitos e impactos”.
Sugere que “assumamos uma responsabilidade coletiva por um futuro em
que a inovação e a tecnologia estejam focadas na humanidade e na
necessidade de servir ao interesse público, e estejamos certos de
empregá-las para conduzir-nos para um desenvolvimento mais sustentável”.
Finalmente, conclui: “Acredito firmemente que a nova era tecnológica,
caso seja criada de forma ágil e responsável, poderá dar início a um
novo renascimento cultural que irá permitir que nos sintamos parte de
algo muito maior que nós mesmos – uma verdadeira civilização global”.
(fonte: http://www.ihu.unisinos.br/568153-um-guia-para-compreender-a-quarta-revolucao-industrial)