sábado, 21 de setembro de 2013

OAB convoca seus sócios para apoiarem projeto de reforma política

Fica o convite para todos aqueles que desejam - de fato - uma reforma política. Esta a grande questão que o STF deixou de apreciar na ânsia de punir algumas poucas pessoas, como se isso significasse o fim da corrupção, do caixa dois.


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está enviando a todos os seus associados uma convocação para que apoiem o projeto de lei, de autoria da sociedade civil, que prevê uma ampla reforma política, que já possa vigorar nas eleições de 2014. Paralelamente, a CNBB já começou a mobilização de suas bases para a coleta de um milhão e meio de assinaturas exigidas constitucionalmente para a proposta. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulga também um folheto em que aponta distorções no atual sistema eleitoral brasileiro e em que resume as propostas do conjunto de entidades que formaram uma frente em favor das reformas.

Ao comentar o panorama eleitoral brasileiro hoje o folheto afirma que as empresas doam dinheiro para as campanhas e que os candidatos eleitos aproveitam-se desse momento para gerarem situações de “grande corrupção.” A frente denuncia, no folheto, que para cada um real investido na campanha, a empresa doadora recebe R$ 8,50 em contratos públicos.

Mais adiante, as entidades afirmam que “fica difícil” pesquisar o passado de todos os candidatos, que somaram 486 mil nas últimas eleições para deputados e vereadores. “Sem perceber, diz o folheto, você elege candidatos que você não escolheu, porque afinal você está votando em chapas”. A frente chama esse fato de “Efeito Tiririca”. Ainda nesse diagnóstico, as ONGs dizem que a figura do candidato vale mais do que suas propostas e que em vez de votar em ideias, você acaba votando em pessoas”. Após perguntar se é isto que o eleitor deseja, a frente diz que votar de forma injusta “facilita a corrupção e não permite as mudanças que o Brasil precisa”.

A mobilização geral do segmento jurídico em favor de uma ampla reforma política foi uma das decisões do Colégio de Presidentes das Seccionais da Ordem, em reunião realizada em João Pessoa (PB) em 13 de setembro. A OAB é uma das idealizadoras da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, ao lado da CNBB. No documento divulgado ao final do encontro, os presidentes das seccionais reafirmam a “necessidade de uma ampla reforma política, diante da manifesta crise de representatividade dos Poderes, enfatizando a importância do fim do financiamento das campanhas por empresas e a eleição proporcional em dois turnos”. Por este motivo, a OAB convoca a advocacia brasileira a apoiar o Projeto de Lei (PL) nº 6316/2013.

Este PL foi construído em conjunto pela CNBB, OAB e demais entidades que integram a Coalizão Democrática. O texto incorpora o financiamento democrático de campanha e a eleição proporcional em dois turnos. “O sistema eleitoral proporcional em dois turnos eleva o patamar da luta política ao estabelecer que, no primeiro turno, a disputa eleitoral se faça em torno de projetos alternativos para o Brasil. E assegura que no segundo turno o eleitor dê a última palavra para a escolha do candidato de sua preferência”, diz a carta divulgada pelos advogados.

O projeto garante, também, a ampliação da participação popular no processo democrático e a representação paritária das mulheres na disputa eleitoral. A proposta foi protocolada na Câmara dos Deputados, com o apoio de mais de 130 parlamentares, no último dia 10 de setembro.


(fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=22737&utm_source=emailmanager&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim_Carta_Maior__21092013)

Até na Folha, quem diria!

Pois é, até na Folha aparecem artigos inteligentes de vez em quando...

Barbara Gancia: perdemos a oportunidade de discutir o que importa


Da Folha
Sobrou para o Ulysses
Barbara Gancia
Cansei de dizer que não era para tratar como clássico de futebol. Mas, para os 50 gatos pingados que foram choramingar na frente do palácio da Dilma em Brasília na quarta, é bom lembrar que o julgamento do mensalão não acabou em pizza.
 
Dos 39 réus, dez já foram apenados e outros 12 terão suas penas revistas. Se há o que lamentar, a esta altura, não é a atuação do Supremo ou a suposta impunidade que está reservada a quem dispõe de meios de pagar pelo advogado que saiba cavar as garantias constitucionais estabelecidas pela lei. Afinal, essas garantias, como bem lembrou o ministro Barroso, valem para petistas, peessedebistas, torcedores do Íbis, inocentes, culpados, para seu filho, seu pai, sua sogra ou qualquer outro brasileiro que sente no banco dos réus.
 
Quem ora está frustrado foi quem embarcou ingenuamente na nau das falsas expectativas. Será que algum processo desse porte, com penas tão altas, poderia ter terminado sem direito a recurso? Sejamos realistas.
 
Você, que nestes últimos dois dias andou xingando o ministro Celso de Mello como se ele fosse juiz de futebol, será que você se dá conta de que o acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, em 2005, está sendo julgado pela quarta vez?
 
Será que você esqueceu de que nossa desigualdade recordista mundial, que coloca o réu que é atendido pela Defensoria Pública em um patamar e aquele que tem meios para contratar bons advogados em outro, é a mesma que é sentida pelo estudante rico que poderá pagar seu caminho do jardim da infância até a faculdade nas melhores instituições de ensino e aquele que será excluído do sistema educacional por falta de investimento do poder público? Ou a mesmíssima diferença que há entre o doente que se vê obrigado a passar pela máquina de horrores do SUS e quem pode se tratar nos hospitais Sírio-Libanês ou Einstein? Cadê a novidade?
 
Por que os indignados com o resultado sobre os embargos infringentes não espumam bílis ao constatar que Celso Russomanno, Paulo Maluf, Jader Barbalho, José Sarney, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Luiz Estevão e outros tantos circulam livremente pelos mesmíssimos motivos que os réus do mensalão? Em algum momento todos eles foram julgados, condenados e obtiveram recursos para serem julgados em outra instância, não?
 
É evidente que culpados por crimes de corrupção devem ser severamente punidos. Mas o problema neste caso foi a uma vulgar tendência a usar dois pesos e duas medidas por serem os acusados pessoas que causam pavor em certas classes.
 
Assim, perdemos de novo a oportunidade de discutir o que importa. Que seria, quem sabe, encontrar uma maneira de impor limites recursais para impedir que processos durem "ad eternum". Ou encontrar uma forma de fortalecer a ação das Defensorias Públicas ou ainda os privilégios dos legisladores que legislam em causa própria.
 
Mas mais do que isso, que nós tivéssemos de uma vez por todas a coragem de tirar a cabeça das nuvens e admitir que nossa gloriosa Carta Magna é nota cinco.
 
A Constituição de 1988, que todos louvam como se fosse um documento sagrado, foi redigida na ressaca de um regime autoritário e carrega os cacoetes e resquícios de anos de práticas não democráticas. Some-se a isso Códigos Civil e Penal da época do avião a lenha e podemos entender porque daqui a pouco a Nova Guiné será um país bem mais moderno que o nosso.
 
Se alguém não tiver coragem de propor a correção dos graves desvios contidos na Carta, a coisa não engrena.
 
Se até o papa Francisco está colocando na roda temas cabeludos como o celibato, não vejo por que não podemos começar a sonhar.

fonte: http://jornalggn.com.br/noticia/barbara-gancia-perdemos-a-oportunidade-de-discutir-o-que-importa

Aviso para historiadores e publico em geral

De volta ao Rio: Pereira Passos
Está chegando ao Rio de Janeiro a exposição "Pereira Passos – Cidadão de São João Marcos", que deve interessar a historiadores de todas as especialidades, estudantes e interessados por história. Pereira Passos foi um dos prefeitos mais importantes do Brasil, responsável por um projeto de modernização e modernidade da então capital federal, Rio de Janeiro, um projeto que mudou a imagem do Brasil - não sem muita polêmica e com prejuízos a parte da população da cidade - e que ajudou a popularizar um certo tipo de urbanismo. A exposição mostra curiosidades, projetos, informações históricas e muito mais. Evento imperdível.
Para saber mais sobre esta exposição, clique aqui

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

As dez empresas que mais ganham com as guerras



As dez empresas que mais ganham com as guerras

Entre 2010 e 2011 nenhum setor econômico cresceu tanto quanto a indústria de armamentos, o que significa um entusiasmo demente pelas guerras
Por Marco Antonio Moreno, da Adital
O Instituto de Investigação da Paz, de Estocolmo (Sipri) resume, em seu anuário de 2013, as vendas mundiais de armas e serviços militares das 100 maiores empresas de armamento e equipamento bélico em 2011. O importe das vendas dessas 100 empresas foi de 465,770 bilhões de dólares, em 2011, contra 411 bilhões de dólares, em 2010, o que representa um aumento de 14%.
Desde 2002, as vendas das 100 maiores empresas produtoras de armas e equipamento bélico aumentaram em 60%, confirmando que essas empresas estão longe de sofrer os impactos da crise financeira que sacode o mundo.


Dessas 100 empresas registradas no anuário do Sipri, as dez primeiras tiveram vendas por 233,54 bilhões de dólares, ou seja, 50% alcançado pelo total das Top 100. Nenhum setor econômico cresceu tanto quanto a indústria de armamentos, o que significa um entusiasmo demente pelas guerras. Já ressaltamos os perigos que envolve o lucrativo negócio da guerra e o detalhado relatório do instituto sueco confirma nossas suspeitas. Esse Instituto deveria pedir contas a essa Academia também sueca, que outorga o Nobel da Paz, sobretudo por entregar o prêmio a alguém que valida o orwelliano mundo de ‘a guerra é a paz’.

Um mundo demente
Se há algo demente e irracional é o fato de que as fábricas de armamento recebam mais benefícios do que qualquer outro setor industrial; também é profundamente insano que isso não seja divulgado ao público. As fábricas de armamento de origem privada absorvem parte significativa dos orçamentos bélicos. Ou seja, o contribuinte, mais uma vez, é o principal financiador dos senhores da guerra. Um gasto que, somente com as 100 primeiras, chega a meio bilhão de dólares anualmente. E agora que está na moda a tecnologia dos ‘drones’ (aviões não tripulados) não é de estranhar que 7 das primeiras 10 empresas operem o espaço aéreo. Tampouco deve-se estranhar que, dessas 100 empresas, 47 sejam dos Estados Unidos. As empresas estadunidenses monopolizam 60% das vendas totais de armamento produzidos pelas Top 100. Daí a correlação entre dívida pública e gasto militar, que estabelecemos há alguns anos para compreender o problema da dívida pública dos EUA. Essas são as 10 primeiras empresas da lista no ranking 2011 (os dados entre parênteses correspondem ao ranking 2010):
1 (1). Lockheed Martin (EUA) – Armadura de mísseis, eletrônica e espaço aéreo. Vendas por 36,27 bilhões de dólares em 2011. Lucros líquidos: 2,655 bilhões de dólares. 123 mil empregados (132.000).
2 (3). Boeing (EUA) – Aviões, eletrônica, mísseis, espaço aéreo. Vendas por 31,83 bilhões de dólares. Lucros líquidos de 4,018 bilhões de dólares. 171.700 empregados (160.500).
3 (2). BAE Systems (Reino Unido) – Aviões, artilharia, mísseis, veículos militares, Naves. Vendas por 29,15 bilhões de dólares. Lucros líquidos por 2,349 bilhões de dólares. 93.500 empregados (98.200).
4 (5). General Dynamics (EUA) – Artilharia, eletrônica. Vendas por 23,76 bilhões de dólares. Lucros líquidos de 2,526 bilhões de dólares, 95.100 empregados (90 mil).
5 (6). Raytheon (EUA) – Mísseis, eletrônica. Vendas por 22,47 bilhões de dólares. Lucros líquidos de 1,896 bilhão de dólares. 71 mil empregados (72.400).
6 (4). Northrop Grumman (EUA) – Aviões, eletrônica, mísseis, tanques de guerra. Vendas por 21,390 bilhões de dólares. Lucros líquidos por 2,118 bilhões de dólares. 72.500 empregados (117.100).
7 (7). EADS (UE) – Aviões, eletrônica, mísseis. Vendas por 16,39 bilhões de dólares. Lucros líquidos por 1,442 bilhão de dólares. 133.120 empregados (121.690).
8 (8). Finmeccanica (Itália) – Aviões, veículos de artilharia, mísseis. Vendas por 14,56 bilhões de dólares. Lucros líquidos por 902 milhões de dólares. 70.470 empregados (75.200).
9 (9). L-3 Communications (EUA) – Eletrônica. Vendas por 12,52 bilhões de dólares. Lucros líquidos por 956 milhões de dólares. 61 mil empregados (63 mil).
10 (10). United Technologies (EUA) – Aeronaves, eletrônica, motores. Vendas por 11,64 bilhões de dólares. Lucros líquidos por 5,347 bilhões de dólares. 199.900 empregados (208.220).
Essas cifras confirmam que a guerra é um dos melhores negócios para alguns países e, inclusive, põem à prova as recessões e as crises financeiras. E, mesmo recebendo benefícios significativos, também criam desemprego. O grande problema é que necessitam alimentar-se a cada dia com novas guerras; por isso, têm que inventá-las. Que fariam essas empresas se houvesse paz? Por isso, todas as guerras baseiam-se na enganação e na manipulação das massas, como as armas químicas de destruição massiva de Saddam Hussein, que há dez anos permitiram que os Estados Unidos invadissem ao Iraque, ante a complacência do mundo inteiro. Isso se repetirá uma vez mais?

Transgênicos? Tô fora!




O MUNDO DE ACORDO COM A MONSANTO
Roundup, inseticida usado em todo mundo por mais de 30 anos, retira a afirmação “Biodegradável” de seu rótulo.
Documentário: http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2008/05/01/this-company-may-be-the-biggest-threat-to-your-future-health.aspx?source=nl)

Dia 11 de março de 2008 a televisão francesa apresentou um bombástico documentário, uma produção franco-canadense que a maioria de americanos nunca verão. Nele a diretora Marie-Monique Robin explica como a gigantesca Monsanto Biotech ameaça destruir a biodiversidade agrícola que serviu a humanidade por milhares de anos.
Por milênios, os fazendeiros conservaram sementes da estação a estação. Mas quando a Monsanto desenvolveu as sementes geneticamente modificadas que resistiriam a seu próprio herbicida, o famoso Roundup, a multinacional norte-americana patenteou as sementes. Em toda sua história, o escritório de patentes e marcas registradas dos EUA se recusou a conceder patentes nas sementes, entendendo-as como forma de vida e com variáveis demais para ser patenteadas. Mas, em 1980, a corte suprema dos EUA permitiu patentes da semente em uma decisão apertada (5 a 4 votos), abrindo portas para um punhado dos corporações tomarem o controle da cadeia alimentar em todo o mundo.
Desde os anos 80, a Monsanto tem sido a líder mundial na modificação genética das sementes e ganhou 674 patentes da biotecnologia, mais do que todas as outras companhias. Os fazendeiros que compram sementes Monsanto têm que assinar um acordo comprometendo-se a não conservar as sementes produzidas após cada colheita para o replantio, ou mesmo vende-las para outros fazendeiros. Isto significa que os fazendeiros devem comprar sementes novas a cada ano.
A Monsanto pressiona fazendeiros e cooperativas, negociantes de sementes e qualquer um que seja suspeito de transgredir seus direitos sobre as sementes geneticamente modificadas. Para fazer isto, a Monsanto mantém um exército oculto de investigadores e agentes para recolher informações sobre o cultivo e as atividades dos agricultores. Secretamente, gravam e fotografam fazendeiros, proprietários de lojas, e cooperativas, infiltram-se reuniões da comunidade rural. Alguns agentes da Monsanto fingem ser topógrafos; outros confrontam fazendeiros em sua terra e pressiona-os a permitir o acesso da Monsanto a seus registros confidenciais. Os fazendeiros os chamam de “a polícia da semente”, “agentes da Gestapo” e “mafiosos” para descrever suas táticas. Fonte: Vanity Fair maio 2008
Livre tradução e ilustrações do Image Google por Dhan. Fonte: Dr. Mercola (USA) http://www.mercola.com/
Comentários do Dr. Mercola:
“A Monsanto, era uma velha e simples (*ver nota 1 da tradução) empresa química antes da re-estruturação depois da qual passou a ser uma companhia ocupada com as “ciências da vida”. Passou a usar a tecnologia biológica para alterar geneticamente as colheitas, e hoje é uma das maiores ameaças à humanidade e ao planeta. Ela tem capacidade e estrutura para, simplesmente, destruir a biodiversidade natural e a cadeia alimentar do mundo apenas para seu próprio lucro.
Complicando esse quadro, Monsanto está profundamente ligada à industria farmacêutica. A Pharmacia Corporation foi criada em abril 2000 com a fusão de Pharmacia & Upjohn com a Monsanto. Poucas pessoas sabem da conexão entre colheitas de GMO (Organismo Geneticamente Modificado) e mercado de medicamentos.
Eu acredito que a questão dos GMOs é um dos desafios mais significativos para a saúde no futuro. E a indústria de medicamentos tem como paradigma tradicional o foco no tratamento caro, mas superficial, dos sintomas das doenças. Desta forma, amigos, uma pessoa começa doente e fica mais doente, cada vez mais e sempre dependente do “self-service” de remédios caríssimos para aliviar apenas os sintomas. Nesse ciclo, não há como fugir destes dois desastres para a saúde onde um está alimentando os lucros do outro. O quadro geral é, certamente, desolador.
Amigos, é hora de dizer apenas NÃO à esta loucura e à falta de ética.
Deixe seus candidatos saberem sua opinião sobre os GMOs; encaminhe ao seu supermercado local sugestão para a oferta nas prateleiras de alimentos orgânicos; rejeite tudo que contenha produtos GMO. Isso significa a abstenção de alimentos processados trocando-os por aqueles orgânicos, de produção local e preparados por você em sua casa. (...)
Os alimentos transgênicos são responsáveis por novas e terríveis doenças?
Alguém já ouviu falar da “Doença de Morgellon”?
Até fevereiro de 2007, foram relatados no website da fundação Morgellon mais de 10.000 relatórios desta doença mistérios, ou seja, muito mais que os 2.000 relatórios de fevereiro de 2006.
Os relatórios vêm de 15 nações, incluindo Canadá, o Reino Unido, Austrália e os Países Baixos, assim como todos os 50 estados de EUA onde a maioria dos relatórios são dos estados Texas, Califórnia e Flórida.
As pessoas com doença de Morgellon descrevem-na como uma sensação de insetos ou parasitas “andando” sob a pele, acompanhada de lesões medindo alguns centímetros. Abertas, elas expõem estranhas fibras de coloração azul, preta ou branca e que curam muito lentamente. A fibra se parece com plástico modelável e pode ser tão fina quanto o fio de uma teia de aranha mas, contudo, forte o bastante para dilatar a pele e provocar, ao ser retirada, uma dor parecida com a extração de uma bala do corpo.
O CDC (Centers for Disease Control and Prevention, Canadá e USA), raramente lento em dar respostas à população, informava que estes sintomas poderiam, somente, serem descritos como uma manifestação nova. Finalmente, no site da instituição, fazem uma referência sobre o fenômeno chamando-o de uma “dermatopatia inexplicada”. Em agosto em 200, após um ano de observações, foram liberados $300.000 para investigar a doença.
O site do CDC (*ver nota 2 da tradução) lista, ainda, mais sintomas adicionais incluindo fatiga, confusão mental, a perda de memória a curto prazo, a dor constante, mudanças na visão, e deficiência orgânica social, incluindo o suicídio.
De acordo com um artigo do Natural News, publicado na semana passada, a doença de Morgellon pode ser ligada ao alimento geneticamente modificado.
Quando o CDC enfim, moveu-se, uma equipe de investigação ligada à universidade de Oklahoma / Dr. Randy Wymore, estudou algumas das fibras enviadas por vítimas de Morgellons e observou que as fibras de diferentes pacientes de diversos países, eram notavelmente similares entre elas, contudo não combinam com nenhuma das fibras comuns no meio ambiente.
Vitaly Scitovsky, professor da bioquímica e biologia de pilha na universidade rochoso do ribeiro em New York, descobriu que as fibras contêm a substancia Agrobacterium, um gênero das bactérias gram-negativas capazes de transformar geneticamente, não somente plantas, mas igualmente outras espécies eucarióticas, incluindo células humanas.
Estaremos agora no limiar do maior desastre alimentar que temíamos desde o início das pesquisas transgênicas?
A informação é poder. Passe adiante!


Fonte: http://transnet.ning.com/profiles/blogs/2018942:BlogPost:8538 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Black Blocs, cobrir o rosto é o de menos

Nesses protestos que marcaram os últimos meses, chamou sempre a atenção os grupos que aparecem de máscaras ou que encontram alguma forma de esconder o rosto. Caetano Veloso disse que impedir que as pessoas usem máscaras é ditatorial, ou algo parecido. Interessante é que, na época em que Caetano tinha a idade desses jovens de hoje, os protestos se faziam de cara limpa, por mais repressiva fosse a reação da ditadura de então.
Não sei se por influência do cinema e da televisão, eu sempre vi dois tipos de mascarados: os bandidos que não queriam, por motivos óbvios, serem reconhecidos, e os policiais dos grupos anti-sequestros ou anti-terrorismo, que não podiam, por motivos óbvios, serem reconhecidos.
O Maringoni publicou hoje, no VioMundo, este pequeno texto que eu considerei muito pertinente. Não há que se pensar que ele esteja ao lado da mídia que só mostra os mascarados como os "vândalos" da atualidade. Interessante: os vândalos originais, que ajudaram a derrubar o Império Romano, não usavam máscaras...


Black Blocs, cobrir o rosto é o de menos

por Gilberto Maringoni
A esquerda não pode, em hipótese alguma, ser condescendente com as ações dos Black Blocs.
Assim como é imperativa a condenação da violência policial, deve-se igualmente negar qualquer aprovação a táticas individualistas, desagregadoras e isolacionistas de grupelhos que se valem de manifestações para desatar sua bílis colérica sobre orelhões, lixeiras e vitrines de lojas.
Qual o programa dito radical dos Black Blocs?
Nenhum, pois os Black Blocs não são radicais. Fazem ações epidérmicas, levianas e superficiais.
Radical quer dizer ir à raiz das questões. Qual a radicalidade de se juntar meia dúzia de garotos hidrófobos e depredar a fachada de um banco? Em que isso penaliza o sistema financeiro?
Baixar em um ponto as taxas de juros é algo muito mais eficiente e danoso à especulação do que as travessuras de meninos e meninas pretensamente rebeldes que cobrem os rostos para parecerem malvados ou misteriosos.
Aliás, qual a finalidade de máscaras e rostos ocultos, além do desejo infantil de um dia ser Batman, Zorro ou National Kid e sair por aí saltando sobre prédios e vivendo aventuras espetaculares? De se ter uma identidade secreta, na qual de dia enfrenta-se uma vidinha besta e à noite, na calada, devolve-se anonimamente à sociedade o mal que se esconde nos corações humanos, como dizia o Sombra em voz gutural?
O pior é que as peripécias dos blocos de blaques isolam os protestos da população que a eles poderia aderir e reduz o ímpeto das mobilizações à idéia de baderna pura e simples. Que acaba sendo complementar à violência policial. Ambas se justificam e se explicam.
Trotsky tem um texto admirável chamado “Porque os marxistas se opõem ao terrorismo individual”, escrito em 1911 e que está no link do pé da página. Ali, o revolucionário russo opõe a consequente manifestação coletiva a ações estrepitosas de poucos indivíduos tomados de fúria aleatória.
O seguinte trecho tem a precisão de um compasso:
Para nós o terror individual é inadmissível precisamente porque apequena o papel das massas em sua própria consciência, as faz aceitar sua impotência e volta seus olhos e esperanças para o grande vingador e libertador que algum dia virá cumprir sua missão.
E mais adiante, completa:
Nos opomos aos atentados terroristas porque a vingança individual não nos satisfaz.
Os Black Blocs têm uma ação deletéria. Acabam justificando a violência policial para um grande número de potenciais participantes de mobilizações de protesto. Exacerbam o reacionarismo existente na sociedade e transformam movimentos sociais em sinônimo de vandalismo. Animam pit bulls existentes nos aparelhos de segurança, como o boçal que atende pelo nome de capitão Bruno, da tropa de choque de Brasília.
Os Black Blocs não organizam nada, não querem nada.
E podem fazer com que manifestações maciças virem nada.

sábado, 14 de setembro de 2013

Leituras para o fim de semana e um colóquio

Um especial sobre os 40 anos do golpe contra Allende,  no Chile:

http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?home_id=155&alterarHomeAtual=1

Tumor neandertal

Uma costela de mais de 120 mil anos encontrada na Croácia é o registro mais antigo de uma doença que perdura até os dias atuais. O achado, tema da coluna de Alexander Kellner, mostra que um tipo raro de tumor benigno nos ossos já estava presente no homem de Neandertal. 


Neonicotinoides: que são e como podem afetar você
Aprovados apressadamente (inclusive no Brasil), novos agrotóxicos são devastadores para abelhas – mas podem contaminar milhares de outras espécies e a água que bebemos. Por George Monbiot, com tradução de Inês Castilho (Outras Palavras)
Rumo a uma nova crise financeira?
Dois textos sugerem: eleições brasileiras de 2014 poderão ocorrer em meio a graves turbulências; e medidas adotadas até agora pelo governo tornam país mais vulnerável. Por Antonio Martins (Blog)
Mensalão”: as razões para novo julgamento
O que são os "embargos infringentes", que STF pode aceitar. Por que decisão corrigiria injustiça e reabriria debate indispensável. Por Raimundo Pereira, no Retrato do Brasil (Outras Mídias)

A lógica pré-histórica da velha mídia
Um paralelo revela: jornais e TVs brasileiros reagem às publicações independentes como os gângsters do cinema norte-americano, antes de Hollywood. Por Luis Nassif, em seu blog (Outras Mídias)
 
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Estão abertas as inscrições no III Colóquio Nacional História Cultural e Sensibilidades que ocorrerá de 18 a 22/11/2013 na UFRN-Caicó. Teremos 5 palestras, 4 mesas redondas, 11 simpósios temáticos e exibição de 16 documentários. Os trabalhos apresentados em STs serão publicados nos Anais (com ISBN). Participe!
Maiores informações no site do evento: 2013.cnhcs.com.br
                                                                              
Abçs
Prof. Dr. Lourival Andrade Júnior
Coordenador do III CNHCS
UFRN-CERES-DHC