terça-feira, 5 de março de 2013

Texto antigo, mas atualissimo

O que mais se ouve falar é em qualidade de vida. Quando se fala muito sobre algo, é porque este algo inexiste, ou, se existe, está restrito a poucos.
Mexendo hoje em meus arquivos, encontrei um longo texto assinado por Luiza Nagib Eluf falando sobre essa questão. Tomo a liberdade de transcrever os dois primeiros parágrafos, que sintetizam bem o texto que ela escreveu e que foi publicado em 2002, na Revista Consultor Jurídico.
As fotos que acompanham foram tiradas por mim. Pena que não foi no Brasil!




Nossa sociedade é tão obcecada pelo dinheiro, pela ostentação e pelo
hedonismo que a vida das pessoas transformou-se em eterna angústia. Em nome do poder econômico, tudo foi destruído: o meio ambiente, a decência, a
integridade moral e física do ser humano. Já em nome do sexo, que se tornou
obrigação, alguns obstinados se matam em academias enquanto outros se
mutilam em sucessivas cirurgias plásticas, sem falar nas dietas constantes
que transformam o ato de alimentar-se em frustração ou culpa.

O resultado disso é que muitos já não sabem mais como usufruir dos pequenos prazeres. Um copo de suco de laranja natural, um encontro casual com alguém interessante, uma refeição em família, uma árvore, um jardim, um rio de águas limpas, um momento de descanso, um livro, um filme. O cotidiano é mais importante do que os grandes feitos, os encantos da vida estão justamente no que é bom e acontece sem dificuldade. O equilíbrio emocional só é alcançado quando, em cada dia, é possível encontrar um pouco de beleza e amor. A felicidade resulta da paz, da harmonia interior e da integração com a natureza.




segunda-feira, 4 de março de 2013

O desigualtômetro de BH já existe!

Olhem só o que recebi hoje. Cliquem no link e vejam como em BH existem desigualdades impressionantes!


Boa tarde, Prof. Ricardo.
 
Acompanho seu trabalho e agradeço-lhe pelas inúmeras informações preciosas.
 
Envio-lhe um link que recebi de um contato da minha rede. Achei a matéria muito importante e digna de ser compartilhada com maior número de pessoas. Caso acredite nisso também, peço-lhe que encaminhe a sua rede.
 
 
Muito obrigada.
 
Abraços.
 
Adriana Vieira
Graduada em História - Unibh
Especialista em Patrimônio Cultural na Contemporaneidade - PUC 
 
 
 

domingo, 3 de março de 2013

Mundo em transe

 Ideologias e utopias marcam a história da humanidade por vários séculos. No final do século passado, a ruína daquela que se imaginava a grande utopia sendo realizada, deixou como legado a vitória da ideologia dominante no mundo, o capitalismo neoliberal que avançou pelo mundo todo, triturando sem dó nem piedade as populações que não se enquadravam no modelo. O lucro vale mais que as pessoas, relembrando o livro de Chomsky. 
É hora de voltarmos a novas utopias. É hora de encontrarmos novos caminhos. Este artigo de Washington Araújo nos alerta sobre essa necessidade.



 Mundo em transe
(publicado no site da Agência Carta Maior)

A sociedade civil precisa ter protagonismo de fato e não mais apenas de direito. Não se trata de manter intacta a velha dicotomia claudicante e insustentável de governantes e governados, poderosos e ‘des-empoderados’. Na verdade, novas vozes precisam ser ouvidas com urgência avassaladora: as vozes sofridas das massas anônimas da humanidade. E estas vozes jamais serão ouvidas a se manter o atual desenho da posse dos meios de comunicação. Estes meios encontram-se tão dissociados da realidade humana que não sabem fazer nada diferente salvo a manutenção do status quo – um mundo respirando por máquinas, saindo de uma para outra Unidade de Tratamento Intensivo, em estado vegetativo. Há que se desligar as máquinas e canalizar as energias na construção do novo mundo que por tantos milênios pacientemente aguardamos surgir.

O advento de um novo ciclo no poder humano demonstrado - de forma incontestável - com o surgimento e acesso de milhões de seres humanos à rede mundial de computadores, à Web, descortinam ante as presentes gerações de seres humanos infindáveis possibilidades de trazer a lume milhões de visões de mundo, percepções da realidade bem como a construção de mundos virtuais através de redes sociais congregando objetivos, metas, anseios, aspirações, sonhos e utopias. Temos que aproveitar o momento antes que uma miríade de leis e regulamentos para se proteger os donos da informação venham engessar e criminalizar os usuários da ‘Grande Teia’.

As relações que sustentam a sociedade precisam se repensadas, revistas, reexaminadas. Estas relações são as que fazem interagir estados nacionais, dentro e entre comunidades, entre indivíduos e instituições sociais, entre os próprios indivíduos, e entre a humanidade e a natureza ao seu redor. Nada, absolutamente nada, escapa ao imperativo da época em que vivemos: a percepção da unificação da espécie humana. Somos, com efeito, cidadãos e cidadãs de um único e mesmo país – o planeta Terra.

Uma dimensão crítica do desenho e implementação das novas estruturas econômicas e institucionais é o senso de uma guardiania mundial – a ideia de que cada um de nós ingressa no mundo sob a guarda do todo e que, por sua vez, possui como legado um certo grau de responsabilidade para com o bem-estar da coletividade. O princípio da guardiania questiona a eficácia das expressões atuais de soberania. Ele desafia a base ética das lealdades que não vão além do estado nacional. Embora o multilateralismo tenha fortalecido e expandido a cooperação entre estados nacionais, ele não foi capaz de eliminar os conflitos de poder que prevalecem nas relações entre esses estados.

A miopia de sucessivas gerações, esparramando-se no leito dos milênios, não mais pode ser tolerada, seja por qual princípio for. Temos que nos ver a todos como passageiros de uma mesma História humana. E não existem cabines diferenciadas para primeira classe e para os serviçais, simplesmente porque este padrão enraizado de injustiças não mais se sustenta e está desmoronando por si mesmo. De tão podre.

Temos que nos olhar como somos – sujeitos de nossa história e aptos a escrevermos, com nossas próprias mãos, nosso próprio futuro.

Neste vácuo de autoridade moral, nesses escombros de povos vítimas de seus governantes, massas de manobras de interesses inconfessáveis na velha e cruel luta do (e pelo) poder, há que surgir novos personagens que articulem uma estrutura visionária e ambiciosa que permita o florescimento humano.


http://www.facebook.com/blogcidadaodomundo

Washington Araújo é jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil, Argentina, Espanha, México. Tem o blog http://www.cidadaodomundo.org
Email - wlaraujo9@gmail.com

sexta-feira, 1 de março de 2013

Números e análises que impressionam!

Acho que estou precisando conhecer Cuba. 
Leitores: leiam tudo, com espírito aberto, depois reflitam. Observem que os números e análises não são elaborados por comunistas ferrenhos. Aí temos dados do Banco Mundial, da Unesco, da ONU. Dados insuspeitos, em meu entender.
Esta matéria foi extraída do Blog DoLaDoDeLa.

Posted: 28 Feb 2013 02:34 PM PST

A Taxa de Mortalidade Infantil de Cuba: 4,6 por mil habitantes (a mais baixa do terceiro mundo e do continente americano - incluindo Canadá e EUA).

Segundo A American Association for World Health, cujo presidente de honra é Jimmy Carter, Cuba é "considerado de modo uniforme, como o modelo preeminente para a Saúde no terceiro mundo, onde não há barreiras, nem raciais, nem econômicas.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), Cuba é a nação melhor dotada do mundo em número de médicos por habitante 1/148 (78.622 médicos no total)

Para a New England Journal of Medicine, a mais prestigiada revista médica do mundo, "o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. (...) Apesar do fato de Cuba dispor de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que os EUA não conseguiram resolver ainda. Cuba dispõe do dobro de médicos por habitante do que os EUA.

Para o Escritório de Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IDH), Cuba é o único país da América Latina e do Terceiro Mundo que se encontra entre as dez primeiras nações do mundo sob três critérios: expectativa de vida, educação e nível de vida, durante a última década.

Para a Unesco, a taxa de analfabetismo em Cuba é mais baixa e a de escolarização a mais alta da América Latina. "Um aluno cubano tem o dobro de conhecimentos do que uma criança latino-americana." (...) "Apesar de Cuba ser um dos países mais pobres da América Latina, dispõe dos melhores resultados quanto à educação básica".

A Unesco classifica Cuba como a primeira em todos os aspectos no que se refere à educação entre os 13 países da América Latina. "É o décimo sexto lugar do mundo - e o primeiro no continente americano - no Índice de Desenvolvimento da Educação para todos (IDE), que avalia o ensino primário universal, a alfabetização dos adultos, a paridade e a igualdade dos sexos, assim como a qualidade da educação." Os EUA está em 25° lugar.

Ainda a Unesco: "Cuba é a nação do mundo que dedica a parte mais elevada do orçamento nacional à educação, com cerca de 13% do PIB."

A Escola Latino-americana de Medicina de Havana é uma das mais prestigiadas do continente americano e já formou dezenas de milhares de profissionais da saúde de mais de 123 países do mundo.

O Unicef diz que "Cuba é um exemplo na proteção à infância". Juan José Ortiz, representante da Unicef em Havana, diz que "não há nenhuma criança nas ruas. Elas ainda são uma prioridade e, por isso, não sofrem as carências de milhões de crianças da América Latina, que trabalham, são exploradas ou caem nas redes de prostituição".(...) "É um paraíso para a infância na América Latina".

Cuba é o único país da América Latina e do terceiro mundo que erradicou a desnutrição infantil, segundo o Unicef.

A organização não-governamental Save the Children coloca Cuba em primeiro lugar entre os países em desenvolvimento nas condições de maternidade, à frente de Argentina, Israel ou Coreia do Sul.

A primeira vacina do mundo contra o câncer de pulmão, a Cimavax-EGF, foi desenvolvida por pesquisadores cubanos do Centro de Imunologia Molecular de Havana.

Desde 1963, com a primeira missão médica humanitária eviada à Argélia, 132 mil médicos cubanos e outros profissionais da saúde colaboram voluntariamente, em 102 países. Os médicos cubanos atenderam mais de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas, em todo o planeta. Hoje, 38.868 colaboradores sanitários cubanos, entre eles 15.407 médicos, oferecem seus serviços em 66 nações.

Segundo o PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, "um dos exemplos mais exitosos da cooperação cubana com o Terceiro Mundo tem sido o Programa Integral de Saúde América Central, Caribe e África". Em 2012, Cuba formou mais de 11 mil novos médicos: 5.315 são cubanos e 5.694 são de 69 países da América Latina, África, Ásia… inclusive dos Estados Unidos.

Na tragédia causada pelo furacão Katrina, em 2005, em Nova Orleans, Cuba ofereceu a Washington 1.586 médicos para atender as vítimas, mas o presidente da época, George W. Bush, rejeitou a oferta.

Depois do terremoto que destruiu o Paquistão, em novembro de 2005, 2.564 médicos cubanos atenderam as vítimas durante mais de oito meses. Foram montados 32 hospitais de campanha, entregues às autoridades do país. Quase dois  milhões de pacientes foram tratados e 2.086 vidas foram salvas.

Depois do terremoto no Haiti, em janeiro de 2012, a brigada médica cubana, presente desde 1998, foi a primeira a atender a população e curou mais de 40% das vítimas.

Segundo Paul Farmer, enviado especial da ONU, em dezembro de 2012, quando a epidemia de cólera alcançou seu ápice no Haiti com uma taxa de mortalidade sem precedentes "metade das ONG já tinham se retirado, enquanto os Cubanos ainda estavam presentes".

Segundo o PNUD, a ajuda humanitária cubana representa, proporcionalmente ao PIB, uma porcentagem superior à media das 18 nações mais desenvolvidas do planeta.

A Operação Milagre, lançada por Cuba e Venezuela em 2004, que consiste em operar gratuitamente as populações pobres vítimas de cataratas e outras doenças oculares, recuperou a visão de dois milhões de pessoas procedentes de 35 países.

O programa de alfabetização cubano "Yo, sí puedo", lançado em 2003, já ensinou a ler, escrever e somar a mais de cinco milhões de pessoas de 28 países diferentes, incluindo da Espanha e Austrália.

Desde a criação do Programa humanitário Tarará, em 1990, em resposta à catástrofe nuclear de Chernobil, cerca de 30 mil crianças 5 e 15 anos foram tratadas gratuitamente em Cuba.

Segundo Elías Carranza, diretor do Instituto Latinoamericano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente, Cuba erradicou a exclusão social graças "a grandes conquistas na redução da criminalidade". Nas últimas três décadas houve aumento do número de mortes nas prisões e no exterior, graças à deteorização em relação aos crimes e à falta de segurança em escala continental.

O sistema de Defesa Civil cubano é, segundo o Centro para a Política Internacional de Washington, "não há nenhuma dúvida quando à eficiência do sistema cubano. Apenas alguns cubanos perderam a vida nos 16 furacões mais importantes que atingiram a ilha na última década. A propabilidade de morrer em um furacão nos EUA é 15 vezes maior do que em Cuba".

Para a ONU, "os únicos países que erradicaram a fome na América Latina são Cuba, Chile, Venezuela e Uruguai."

Para a FAO, Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, "as medidas aplicadas por Cuba na atualização de seu modelo econômico com vistas a conseguir a soberania alimentar podem se converter em um exemplo para a humanidade".

Para o Banco Mundial, "Cuba é reconhecida internacionalmente por seus êxitos no campo da educação e da saúde, com um serviço social que supera o da maioria dos países em vias de desenvolvimento e, em alguns setores, é comparável ao de países desenvolvidos".

O Fundo das Nações Unidas para a População destaca que Cuba "adotou, há mais de meio século, programas sociais muito avançados, que permitiram ao país alcançar indicadores sociais e demográficos comparáveis aos dos países desenvolvidos".

Desde 1959, e da chegada de Fidel Castro ao poder, nenhum jornalista foi assassinado. O último que perdeu a vida em Cuba foi Carlos Bastidas Argüello, assassinado pelo regime militar de Batista em 13 de maio de 1958.

No informe de 2012 da Anistia Internacional, Cuba é considerada um dos países da América onde menos se violam direitos humanos. As violações de direitos humanos são mais graves nos EUA do que em Cuba, segundo a AI. Atualmente, não há nenhum preso político em Cuba.

A propósito, o único país do continente americano que não mantém relações diplomáticas e comerciais normais com Cuba são os EUA.

Dados extraídos de um compilado feito por Salim Lamrani, no Opera Mundi.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A China ataca os EUA: como a ciberguerra está se expandindo

Para quem acha que ficção científica eram os filmes do Flash Gordon... vale a pena ler o que está acontecendo à nossa volta!

 

A China ataca os EUA: como a ciberguerra está se expandindo

Vasta operação, desencadeada em Xangai, teria recolhido de segredos industriais a informações sobre redes elétricas e gasodutos. Washington bebe seu próprio veneno
Por Antonio Martins (www.outraspalavras.net) 

“Sabemos que outros países e companhias roubam nossos segredos corporativos. Agora, nossos inimigos querem tornar-se capazes de sabotar nossas redes elétricas, instituições financeiras e sistemas de controle de tráfico aéreo”. Graves, as frases são do  último discurso “sobre o estado da União”, pronunciado por Barack Obama em 12/2. Por trás dele, está uma descoberta. Após anos de investigação, a Mandiant, uma companhia especializada em segurança de redes, teria identificado [relatório] uma sequência de ações de espionagem e captura de dados, desencadeadas, via internet, contra empresas e órgãos de governo norte-americanos. Teria concluído, também, que a base dos ataques é uma discreta unidade do Exército de Libertação Popular (ELP) nos subúrbios de Xangai. Por serem os pioneiros globais em ciberguerras e pela relação especial que mantêm com a China, os EUA evitam tratar o tema com alarde. Mas provavelmente já estão reagindo, o que amplia as ameaças de militarização do ciberespaço.As descobertas e suas repercussões estão sendo relatadas, desde segunda-feira passada, numa série de reportagens (1 2 3) do New York Times. Contratada por corporações norte-americanas, a Mandiant constatou ataques a 141 alvos, desde 2006. No início, foram espionadas pesquisas tecnológicas, processos de manufatura, estratégias de negociação. Em 2009, por exemplo, uma invasão dos computadores da Coca-Cola teria coincidido com o fracasso na tentativa de adquirir a Huiyuan, gigante chinesa na produção de sucos de frutas. Além disso, foram alvo, sempre segundo a Mandian empresas de terceirização de serviços militares e dos ramos químico, de mineração, satélites e telecomunicações. Mais recentemente, o chineses teriam se voltado para a busca de informações sobre sistema elétrico, gasodutos, abastecimento de água e de gás.

Os ataques são sutis e nunca diretos. Numa busca de dados que teve como alvo o próprio New York Times, os hackers teriam se servido das redes de universidades norte-americanas. As duas ferramentas principais usadas para iniciar a invasão são emails (“em inglês perfeito”, segundo o jornal) com links falsos e códigos maliciosos implantados, sob aparência de comentários, em páginas web. Após um longo trabalho de rastreamento, teria sido possível chegar ao foco de onde as ações foram desfechadas: um edifício de 12 andares, onde está instalada a Unidade 61.638 do ELP chinês.

A embaixada chinesa em Washington negou, como era de prever, as informações — lembrando que em seu país a ação de hackers é proibida por lei… Mas também os Estados Unidos parecem relutantes em adotar uma atitude de confronto (o próprio Obama evitou fazer qualquer referência à China), por dois motivos.

O primeiro é o pioneirismo dos Estados Unidos nas difusão da ciberguerra e em suas versões mais agressivas. Desde 2008, Washington colabora com Israel numa vasta operação contra o programa nuclear iraniano. Ela envolve ações de espionagem, que já resultaram no assassinato de pelo menos três cientistas e difusão de um cibervírus letal. Implantado por meio de um pen-drive nas unidades iranianas de ultracentrífugas, o Stuxnet identificou rapidamente seu alvo (os sensores que controlam a velocidade dos equipamentos). Iludiu os operadores, mantendo aparência de normalidade nos controles de segurança. Mas provocou a elevação absurda no ritmo de rotação das centrífugas, levando-as à auto-destruição.

Mais recentemente, segundo o próprio New York Times, Washington estaria desenvolvendo uma arma ainda mais poderosa: o vírus Flame. Quarenta vezes mais complexo que o Stuxnet, já estaria infectando computadores em diversos países do Oriente Médio — sendo o Irã, novamente, o mais infectado. Poderia ser também mais nocivo que o Sutxnet, pois teria a capacidade de ativar o microfone interno do computador atingido para gravar todas as conversas, ou o bluetooth para se ligar a todos os aparelhos ao seu redor e obter números de telefone e senhas. Segundo um especialista da empresa de segurança eletrônica russa Kaspersky, o Flame “reescreve a definição de ciberguerra e ciberespionagem”.

O segundo motivo para discreção de Washington são os laços com Beijing. Ao contrário da antiga União Soviética, a China não pode ser tratada por “inimiga”, lembra David Sanger, o jornalista que acompanha o caso no New York Times. Os países mantêm comércio de 425 bilhões de dólares por ano e os chineses são os principais financiadores da dívida dos EUA. A delicadeza da relação foi reconhecida, em 2009, pela então secretária de Estado Hillary Clinton, em diálogo com o primeiro-ministro australiano. “Como você fala duro com seu banqueiro?”, perguntou ela, constrangida.

As guerras cibernéticas podem ser muito menos românticas do que sugerem os relatos sobre estratégias surpreendentes de invasão e defesa de computadores. Num mundo em que a vida quotidiana depende crescentemente de sistemas comandados pela rede, ela poderia resultar no colapso de serviços vitais, em áreas densamente povoadas; caos destrutivo; desorganização social maciça.

A iniciativa chinesa revela: como no caso dos drones, os EUA podem aberto um precedente cujos desdobramentos são incontroláveis e podem ter consequências profundamente desumanizadoras. Mais um motivo para compreender a fundo a nova ameaça e pensar caminhos para enfrentá-la.

 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Um comentário e dois comerciais

O comentário foi feito pelo jornalista Mello no Blog do Mello. Muito pertinentes as quatro últimas questões que ele apresenta! E os comerciais são de livros.



Posted: 26 Feb 2013 10:12 AM PST
Segundo a reportagem do Fantástico, o menor de 17 anos que está assumindo o rabo de foguete de ter disparado o sinalizador que matou o jovem de 14 anos na Bolívia, "é o terceiro dos seis filhos de uma família humilde"

Segundo o advogado da Gaviões da Fiel (torcida organizada do Corinthians, que tem o menor como sócio) Ricardo Cabral, todos os sinalizadores encontrados com os 12 torcedores presos na Bolívia, num total de seis, pertenceriam ao menor, que os teria levado para a Bolívia sem o conhecimento da torcida.

Falta só explicar as marcas de pólvora nas mãos de dois dos torcedores presos, e mais: como o jovem de família humilde, com cinco irmãos, desempregado, conseguiu comprar todos os sinalizadores, mais passagem de ida e volta à Bolívia e ingresso para o jogo.

Agora, o advogado da Gaviões e do menor, Cabral, afirma que ele será punido pela torcida, cujo estatuto proibiria que sinalizadores fossem levados aos jogos.

Ou seja, a bomba vai estourar inteiramente na cabeça do menor. Se for o culpado, tudo bem. Mas, e se estiver sendo usado, como o caminhão de estranhas coincidências indica que sim?

Além do mistério que cerca o caso, há um outro: por que o menor foi ao Fantástico, antes de comparecer à Justiça? Qual o objetivo? Quem negociou a reportagem? Partiu de quem a iniciativa?






Os brasileiros acham que conhecem bem os argentinos. Afinal, nós curtimos Buenos Aires, eles desfrutam de nossas praias e uns e outros praticam a língua comum, o portunhol. Desconfiamos de que ser argentino vai além de amar tango e churrasco, mas nem imaginamos que nossa rivalidade preferencial não é recíproca: eles detestam reconhecer, mas amam os brasileiros e preferem derrotar os ingleses à nossa seleção de futebol.
Os argentinos já ganharam prêmios Nobel (nós ainda não), e o metrô de Buenos Aires, centenário, é prova de que já viveram dias melhores. Agora eles estão sempre ocupando as ruas e protestando. Seu sistema educacional e sua concentração na capital mostram um povo urbano, culto e politizado, mas a instabilidade pode ser percebida pela sucessão de líderes populistas entremeada de golpes militares.
Para realmente desvendar esse povo que clama ter inventado o doce de leite e a caneta esferográfica e brilha no cinema e na literatura, o jornalista Ariel Palacios – brasileiro de ascendência argentina – elaborou este saboroso e imperdível Os argentinos





 Helena Campos foi minha aluna, formou-se, tornou-se Mestra, e agora escreve, muito! Inclusive comigo!
Olha a bela notícia que ela recebeu:

É com grande alegria que comunico que a obra Trem da Vida foi selecionada para o Catálogo de Bolonha 2013 (Bologna Children’s Book Fair 2013), na categoria Poetry:
 
 O catálogo pode ser acessado, na íntegra, por meio do endereço: http://www.fnlij.org.br/imagens/primeira%20pagina/bolonha/Bolonha%202013.pdf.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Jardins, parques e praças

Existe algo mais encantador e relaxante do que passear em belos jardins, grandes praças e parques? Não, não existe. Vejam só alguns exemplos:


Milton, Canadá

 Praça do Papa, Belo Horizonte

Niagara on the Lake - Canadá

Jardins de Luxemburgo - Paris

Londres

Place des Vosges - Paris

Jardins do Palacio Schonbrunn - Viena